Cariano

Da ilha Terceira – Tanto quanto se conhece, um dos primeiros que usaram este apelido foi Francisco Gonçalves Cariano, nascido ao redor de 1670 na freguesia de S. Pedro da Ribeirinha, ilha Terceira, filho de António Lourenço e de sua mulher Catarina Gonçalves, que casou a 1.2.1694, na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, em Angra, com Domingas da Conceição, filha de Salvador Gonçalves e de sua mulher Marta Ferreira, das Fontinhas. Foi testemunha do casamento de Francisco Gonçalves Cariano o pe. Bento Fernandes Cariano, seu provável tio ou próximo parente, o que suscita a questão deste apelido poder ser mais antigo. Francisco Gonçalves Cariano e sua mulher Domingas da Conceição tiveram, pelo menos, um filho conhecido, Paulo Cardoso Cariano, oleiro, nascido a 16.1.1697 na Conceição, onde veio a casar, a 3.8.1714, com Antónia da Trindade, filha de Roque da Silva e de sua mulher Maria do Rosário, moradores que foram na rua de Santo Espirito, na cidade de Angra. Este casal teve descendência masculina, que continuou exercendo o oficio de oleiro, parte da qual se fixou na vila da Praia, da mesma ilha Terceira, e veio a constituir a ascendência varonil de Vitorino Nemésio que, a 18-5- 1977, escrevia de Barcelona ao genealogista angrense Jorge Pamplona Forjaz: «vivo mentalmente nos meus avós Carianos, oleiros da rua de Santo Espírito e das Fontinhas». Manuel Lamas (2001)