caranguejo-fidalgo
Nome vulgar de Grapsus grapsus (Linnaeus, 1758), também chamado de caranguejo-das-rochas, é comum nos Açores onde é usado como pestisco. É cosmopolita, ocorrendo nas ilhas do Atlântico (Kingsley, 1880; Barrois, 1888; Zariquiey-Álvarez, 1968), no Índico e no Pacífico (Barrois, 1888; Zariquiey-Álvarez, 1968). Barrois (1888) refere-o pela primeira vez para S. Miguel (Capelas, ilhéu de Vila Franca) e Faial (Caldeira do Inferno). É muito veloz e vive sobre rochas inacessíveis, batidas pelo mar, sendo muito abundante nas Formigas. A carapaça é aplanada, quase circular, com regiões marcadas e estrias oblíquas. As primeiras patas (quelípedes), maiores nos machos, são subiguais e mais pequenas que as marchadoras. As pinças têm as pontas escavadas e brancas. As patas marchadoras são longas e comprimidas dorsoventralmente (Zariquiey-Álvarez, 1968; Fischer et al., 1981). Tem cor escura mas os maiores exemplares têm pinças, patas e margens do cefalotórax vermelho vivo e pintas amarelas ou esbranquiçadas sobre as estrias da carapaça. Atinge comprimentos até 77 mm e larguras de 87 mm (Zariquiey-Álvarez, 1968). As patas e a forma do corpo são apropriadas a uma rápida deslocação em terra (Powers e Bliss, 1983), sobretudo numa direcção lateral utilizada em fuga. Neste caso, procura refúgio em fendas ou dentro de água onde nada curtos percursos (Kramer, 1966). Não sobrevive muito tempo debaixo de água. Os exemplares das Formigas são maiores e de cores mais vivas do que os das outras ilhas onde a maior predação exercida pela população não permite que atinjam tamanhos maiores que são os mais coloridos. Alimenta-se sobretudo de algas. É alimento de estrelas-do-mar e provavelmente também de aves marinhas, polvos e peixes carnívoros. Ana Cristina Costa (Mai.2001)
Bibl. Barrois, T. (1888a), Catalogue des crustacés marins recueillis aux Açores durant les mois daoût et sptembre 1887. Lille, Le Bigot, Frères. Fischer, W., Bianchi, G. e Scott, W. (eds.) (1981), FAO species identification sheets for fisheries purposes. Eastern Central Atlantic; fishing areas 34,47 (in part) vol p. var. Hiatt (1948), The Biology of lined shore crab Pachygrapsus crassipes Randall. Pacific Science 2 (3):135-213. Ingle (1983), British Crabs.
