capucheiro

Nome vulgar de Physalis peruviana (Solanaceae). Physa é uma palavra grega que significa fole, referência ao caule inflado que envolve o fruto. Originária da América Tropical tem sido cultivada pelos seus frutos, denominados localmente por capuchos, tomatinhos de capucho e, rebuçados. Estas designações também são por vezes atribuídas ao capucheiro, ou seja, à planta que os produz. Encontra-se naturalizada nos Açores, onde também é cultivada. É uma planta perene, de caules erectos, pubescentes, podendo atingir 1m; folhas ovadas, cordadas na base, inteiras ou levemente dentadas, pecioladas, o pecíolo de 1-4cm; flores com corola amarela com venações púrpura escura, 5-lobadas, estames com filete e antera violeta, cálice inicialmente com 1cm, verde, torna-se acrescente, podendo atingir 4cm, 5-lobado.

Os seus frutos são bagas, redondas, de cor amarela ou alaranjada com numerosas sementes, muito pequenas, brancas, e duras, envolvidas pelo cálice da flor que se torna acrescente, 4-5 lobado e envolve o fruto. Quando a baga amadurece, o invólucro torna-se transparente ou por vezes rendilhado, deixando ver o fruto. Os capuchos são comestíveis, doces quando maduros, e, têm um paladar agradável, mas, são principalmente usados na confecção de compota que é muito apreciada. Raquel Costa e Silva (Mai.2001)

 

Bibl. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, MacMillan Press, 3: 565-566. Franco, J. A. (1984), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. II: Clethraceae-Compositae. Lisboa, Sociedade Astória: 198.