Canto, Francisco do
[N. Angra, ? m. ibid., 24.1.1573] Filho natural de Pêro Anes do *Canto, foi legitimado pelo pai no seu testamento e herdou o terceiro vínculo instituído por este.
Jovem, combateu em África, e vindo ao reino concedeu-lhe D. João III, em 1527, o foro de moço fidalgo e, em 1546, por ter continuado seu serviço em África por dois anos à sua custa, a comenda de S. Tomé de Travassos na Ordem de Cristo.
Acompanhou ao Brasil o governador geral Tomé de Sousa, onde se distinguiu ao ponto de este governador escrever a seu pai uma carta, datada de 4.8.1549, em que lhe atribui o primeiro lugar na fundação da cidade de Salvador da Baía. O próprio rei escreveu outra carta de agradecimento pelos serviços no Brasil a Francisco do Canto e atribuiu-lhe o lugar de capitão da armada das ilhas, que devia proteger as naus da Índia, em 1551, caso seu irmão António Pires do Canto a não pudesse comandar, e em 1555 fê-lo capitão-mor de uma armada que conduziu três naus da Índia a Lisboa. J. G. Reis Leite (2002)
Bibl. Forjaz, J. P. (1996), O Solar de Nossa Senhora dos Remédios (Canto e Castro). 2ª ed., Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira: 146. Maldonado, M. L. (1989), Fenix Angrence. 2ª ed., Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira, I: 170 e segs. e III: 27 e segs.
