cana-do-açúcar

Nome vulgar de Saccharum officinarum (Gramineae). Saccharum deriva de sakchar palavra grega que significa açúcar. Planta originária do sudoeste tropical da Ásia e da Polinésia. Esta planta era conhecida nos vales de Assan e Bengala desde épocas antiquíssimas, e, daí se estendeu esta cultura à Pérsia meridional e à China. Só no século III, os indianos descobriram a forma de transformar o sumo da cana num produto sólido, fácil de transportar. Os árabes encantaram-se com este produto, adoptaram a cultura da cana que o produzia e levaram-na com as suas invasões ao Egipto e até Espanha, mas, com a sua retirada destes territórios, a cultura desapareceu. Só no século XV foi introduzida pelos portugueses na Madeira e no Brasil. Chegou também à Sicília, às Canárias e ao Novo Mundo, levada pelos Espanhóis. Encontrou nas Américas, clima favorável e mão de obra escrava que permitiu a instalação da indústria do açúcar. É uma planta vivaz e rizomatosa. Possui duas espécies de caules, os rizomas e os caules erectos, ascendentes que podem atingir 6 m de altura e 5 cm de diâmetro; as folhas são lineares – lanceoladas, erectas ou pendentes, de margens espinhosas; inflorescências piramidais que podem ultrapassar os 90cm; espiguetas oblongo-lanceoladas; existe uma variedade «Violaceum» que apesenta os caules e as folhas de cor púrpura a violeta. Raquel Costa e Silva (Mai.2001)

 

Bibl. Semjonow, J. (1945), Las Riquezas de la Tierra, Espanha: 222-223. Barcelona, Ed. Labor. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, MacMillan Press, 4: 158.