cana-da-Índia

Nome vulgar de Canna indica (Cannaceae). Originária das regiões tropicais e subtropicais do Velho Mundo. Planta rizomatosa, perene, herbácea que pode atingir os 2m. O rizoma é horizontal, carnudo, com numerosas raízes grossas; folhas dispostas em espiral, ovadas a elípticas, apex agudo ou curtamente acuminado, base redonda ou decorrente para a baínha, verdes, vermelho púrpura ou com mistura destas duas cores; inflorescências ramificadas ou simples, flores solitárias ou aos pares, sésseis ou curtamente pediceladas, brácteas maleáveis, corola vermelha, laranja ou rosa avermelhada, labelo estreito, vermelho, por vezes maculado de amarelo ou marginado de amarelo ou rosa, estaminódios 2-3, até 7cm, vermelhos, algumas vezes maculados de amarelo; fruto uma cápsula globosa com sementes negras. Existe uma variedade «purpúrea», muito vigorosa, com folhas estreitas e flores vermelhas pequenas e numerosos híbridos alguns dos quais apresentam folhas bronzeadas e flores em muitas tonalidades de amarelo, rosa, vermelho ou creme, por vezes variegadas, muito vistosas. Estas plantas, originárias da América tropical e temperada, estão naturalizadas nas mais variadas regiões e são bastante vulgares nos Açores. Necessitam de temperaturas próximas dos 16º C, humidade atmosférica e muita água. Agradecem fertilizações com estrume bem curtido e adubos fosfatados, de preferência líquidos. A multiplicação no início da Primavera faz-se por divisão do rizoma em pequenas secções, tendo cada uma um olho bem visível, ou, nas plantas que não são híbridas, por semente. Os seus maiores inimigos nos Açores são as lagartas, os caracóis e as lesmas. Raquel Costa e Silva (Mai.2001)

 

Bibl. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, MacMillan Press, 1: 502-503. The Royal Horticultural Society A-Z Encyclopedia of Gardening Plants (1996), Londres, Dorling Kindersley, 1: 224-225.