cana
Nome vulgar de Arundo donax (Gramineae). Monocotiledónea. Planta originária da região mediterrânica. Arundo donax significa em latim cana gigante. É uma planta vivaz, lenhosa, rizomatosa, de cor glauca e que pode atingir 6 m de altura. As folhas são lanceoladas, alternas, cuja base envolve o caule e colocadas a distâncias regulares; as flores são bissexuais, dispostas em panículas grandes, que podem atingir 60 cm, terminais, muito ramificadas, densas, inicialmente avermelhadas tornam-se depois branco cinza; espiguetas com 2-7 flores cada, achatadas lateralmente; 2 glumas iguais, 2 glumelas, a inferior revestida de pelos. Esta planta prefere lugares húmidos, nas margens dos riachos e das lagoas. Desenvolve-se bem à beira-mar, resistindo aos ventos salgados, embora as folhas fiquem queimadas. Necessitam de terrenos férteis, permeáveis e húmidos. A propagação pode fazer-se por semente, por divisão dos rizomas ou pelas canas jovens. É cultivada em jardins como ornamental. Para conseguir o máximo de beleza, no Outono cortam-se as folhas, e, rebenta na Primavera produzindo folhas glaucas, longas e arqueadas. Se o Verão for quente, no Outono atinge o seu máximo de beleza, com as suas inflorescências. A variedade versicolor produz folhas riscadas de branco. Nos Açores é cultivada geralmente como abrigo dos ventos, nas zonas próximas do mar, onde prestam excelente serviço. A sua extraordinária resistência poderá comprovar-se no Faial, onde foi a primeira planta a emergir das cinzas, após a erupção do vulcão dos Capelinhos, conseguindo vencer uma notável espessura de materiais vulcânicos. Raquel Costa e Silva (Mai.2001)
Bibl. Coutinho, A. X. P., (1913). A Flora de Portugal. Lisboa: 83. The Royal Horticultural Society A-Z Encyclopedia of Gardening Plants (1996), Londres, Dorling Kindersley, 1: 143.The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, MacMillan Press, 1: 251.
