Campos
GENEALOGIA Da ilha Terceira Dado que se trata de um apelido muito difundido, é natural que se tenham fixado em algumas das ilhas dos Açores, provavelmente em épocas distintas, indivíduos que o usavam. No entanto, o ramo de Campos que alcançou maior notoriedade parece ter sido o dos Ferreiras de Campos da ilha Terceira. Descendem de João Ferreira de Campos, nascido na segunda metade do século XVIII, na freguesia de S. Julião, em Lisboa.
Comerciante de grosso trato, este genearca foi proprietário na freguesia de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, onde residia desde o primeiro decénio do século XIX, com sua mulher Victorine Le Couvreur, nascida a 10.1.1775, na freguesia das Mercês, em Lisboa, filha de Diegue Louis Le Couvreur e de sua mulher Geneviève Anne Françoise, naturais de Caen, França. João Ferreira de Campos e sua mulher tiveram três filhos e duas filhas.
O mais velho, João Ferreira de Campos, nasceu a 15.12.1779, em Benfica. Foi bacharel formado em Matemática pela Universidade de Coimbra, marechal-de-campo, lente da Escola Politécnica e professor de matemática dos reis D. Pedro V e D. Luís. Pertenceu à Academia Real das Ciências de Lisboa e ao Conselho Superior de Instrução Pública e foi deputado em várias legislaturas. Era comendador da Ordem Militar de S. Bento de Avis. Casou em Lisboa com D. Emília de Roure Auffidiener e faleceu nessa mesma cidade a 10.2.1879. Este casal teve uma filha, D. Sofia de Roure Auffidiener de Campos, que foi viscondessa de Vila Maior pelo seu casamento com o segundo visconde desse título, Júlio Máximo de Oliveira Pimentel. O secundogénito de João Ferreira de Campos e sua mulher Victorine Le Couvreur, chamou-se Augusto Ferreira de Campos e foi oficial do exército, mas ignora-se se deixou descendência.
O mais novo dos filhos deste casal, Frederico Ferreira de Campos, nasceu a 21.1.1809, em Benfica, onde os pais residiam. Seguiu a causa liberal e os seus serviços foram recompensados com o rendoso cargo de delegado da companhia do Real Contrato do Tabaco na ilha Terceira, onde viria a fixar-se, tendo sido nomeado vice-cônsul do Império Otomano. Foi presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, procurador à Junta Geral e governador civil interino. Era proprietário rural na Achada e Nasce Água, na ilha Terceira. Casou pela primeira vez em Alençon, França, com Marie Louise Eugénie de Thibout, filha de François Constant de Thibout e de sua mulher Marie Madelaine Augustine, e segunda vez, na ilha Terceira, com D. Maria Luísa Silvano, filha do general José Maria Silvano e de sua mulher D. Rita Carlota de Vasconcelos, de quem não ficou descendência. Faleceu na ilha Terceira a 9.12.1892, deixando três filhos e uma filha que se aliaram aos Borges, Pereiras Forjaz e Sieuves.
A filha mais velha de João Ferreira de Campos e sua mulher Victorine Le Couvreur, D. Emília Ferreira de Campos, foi viscondessa do Cartaxo pelo seu casamento com Luís Teixeira de Sampaio e a mais nova casou com João de Sá Viana, com geração que também viria a ligar-se aos Teixeiras de Sampaio. Os descendentes do primeiro João Ferreira de Campos, além das alianças matrimoniais já referidas, viriam a ligar-se aos condes de Pombeiro, marqueses de Belas. Manuel Lamas (2001
HERÁLDICA 1 De prata, com cinco pontos de arminho de negro, postos em sautor; bordadura de vermelho, carregada de oito aspas de ouro. 2 Xadrezado de verde e de prata, de três peças em faixa e quatro em pala. 3 De azul, com três cabeças de leão de ouro, cortadas, ensanguentadas e lampassadas de vermelho. Timbre: uma das cabeças de leão do escudo. Luís Belard da Fonseca (2001)
