Camelo, Brás (Fr.)

[N. Santo António, ilha de S. Miguel- m. Guadalajara, séc. XVI] Entrou na Ordem de S. Francisco em Castela, onde rezou missa e permaneceu 20 anos. Dirigiu-se ao Vaticano a solicitar autorização para passar para a Ordem de Santo Agostinho, tendo vindo, após deferimento, para a ermida de Vale de Cabaços, entrando, a seguir, para a Ordem de S. Francisco, em Ponta Delgada. Quando o bispo D. Gaspar de Faria lançou interdito às freiras do Convento da Esperança, aquele foi designado para tratar da questão, como ouvidor, em 1575, fazendo com que fosse levantado o interdito, tendo sido o caso decidido a favor das religiosas. Durante dois anos, exerceu as funções de comissário da corte em Lisboa, e foi, mais tarde, Guardião do Convento de S. Francisco de Angra, donde endereçou uma carta sua a Catarina de Médicis, datada de 5 de Junho de 1581, sobre os mais recentes acontecimentos que opunham a população do arquipélago ao domínio espanhol. Ao dar-se, nesta cidade, um levantamento popular, foi refugiar-se na ilha de S. Miguel, sendo, então, preso pelo governador, Rui Gonçalves da *Câmara. Daqui seguiu para Lisboa, donde partiu para o convento franciscano de Guadalajara. João Silva de Sousa (Abr.2001)

Bibl. Arquivo dos Açores (1983), Ponta Delgada, Universidade dos Açores, IV: 230-231, XIV: 265, 277-279. Pereira, J. A. (1939), Padres Açoreanos. Bispos – Publicistas – Religiosos. Angra do Heroísmo, União Gráfica Angrense: 71-72.