camarinhas

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Empetráceas pertencentes à espécie Corema album subsp. azoricum.

Segundo Franco (1984) é um nanofanerófito (erecto nos indivíduos masculinos e um tanto difuso nos femininos) perenifólio de caules com 30 a 75 cm, muito ramosos; renovos puberulento-pubescentes, os ramos mais velhos ásperos devido aos pecíolos persistentes; folhas lineares, revestidas em novas de pequenas glândulas subsésseis, glabras em adultas, patentes, fundamente sulcadas na aparente página inferior; capítulos 5 a 9 floros, subsésseis; sépalas com 2 mm, suborbiculares, pubescentes; pétalas das flores masculinas com 3 a 4 mm, obovadas, rosadas, as das flores femininas rudimentares ou nulas; estames com 5-6 mm, de anteras vermelhas; estilete presente; estigma vermelho, com 3 lobos linear-oblongos; nuculânio com (5-) 6 a 8 mm, branco (raramente nacarado).

A subespécie açoriana distingue-se da planta da orla ocidental peninsular pelas folhas menores e mais estreitas, menos densamente distribuídas (A. R. Pinto da Silva, cf. Palhinha, 1966).

Conhecida para os Açores desde Seubert e Hochstetter (1843), ocorre nas ilhas do Faial, Pico, S. Jorge, Graciosa e S. Miguel, desde o litoral até 200 m de altitude (Franco, 1984; Palhinha, 1966).

A toponímia micaelense alude a esta espécie no nome Pico das Camarinhas, nos Ginetes. Luís M. Arruda (2002)

 

Bibl. Franco, J. A. (1984), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. II: Clethraceae-Compositae. Lisboa, Astória: 11. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Seubert, M. e Hochstetter, C. (1843), Uebersicht der Flora der azorischen Inseln. Archiv für Naturgeschichte, 9, 1: 1-24.