Câmara, Miguel Maria Borges

[N. Lisboa, 5.10.1800- m. ?, ?] Era filho natural do ouvidor de Macau, Miguel José de Arriaga, e por isso usava o nome de família da sua avó paterna. Foi reconhecido em 1821. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, seguiu a carreira da magistratura, sendo aprovado em 1824. Juiz de fora de Montemor-o-Novo, em 1825, foi ajudante do tio, Manuel José de Arriaga, quando este exerceu o cargo de intendente-geral da Polícia da Corte e Reino, em 1826. Ainda nesse ano foi, por carta de 12.12.1826, nomeado corregedor da comarca da Horta. Em 1828 começou o processo de sindicância da chamada “revolta do castelo”, uma tentativa falhada de aclamação de D. Maria II e da Carta, em que o corregedor tentou acalmar os ânimos. Por isso foi acusado de liberal e substituído, sendo demitido e preso. Saindo da ilha para Lisboa, emigrou para França, até que se acalmaram os ânimos. J. G. Reis Leite (Fev.2001)

 

Bibl. IAN/TT (Lisboa), Leitura de Bacharéis, 1823, M. 59, nº 33. Lima, M. (1922), Famílias Faialenses. Horta, Tip. Minerva: 244.