Caldeira da Povoação
Localizada imediatamente a leste da caldeira das Furnas, representa uma estrutura de colapso formada no topo do vulcão escudo da Povoação. Os edifícios vulcânicos da Povoação e do Nordeste, presentemente inactivos, constituem a região leste da ilha de S. Miguel.
A depressão da Povoação, que apresenta forma aproximadamente circular e diâmetro máximo de 7 km, encontra-se aberta ao mar na desembocadura do sistema fluvial que drena o seu interior. A forma actual da caldeira deve-se, em parte, à acção erosiva daquela rede de drenagem que a terá alargado progressivamente, ou tratar-se mesmo de uma forma exclusivamente resultante de erosão fluvial. O rebordo da depressão desenvolve-se desde cotas baixas, a sul, até altitudes de 900 a 1000 m a norte, onde intersecta o planalto dos Graminhais e o Pico da Vara.
A estrutura encontra-se talhada em derrames lávicos de natureza basáltica e traquítica e parcialmente coberta por depósitos piroclásticos maioritariamente provenientes do vulcão das Furnas.
No interior da depressão ainda se reconhecem alguns aparelhos eruptivos secundários que emitiram lavas basálticas, havaíticas e traquíticas (Zbyszewski et al., 1958, 1959).
Datações absolutas (pelo método do K/Ar; Feraud et al., 1980) efectuadas em materiais lávicos aflorantes nas arribas litorais junto à foz da ribeira indicam 320.000 anos de idade para os derrames mais antigos do vulcão da Povoação. José
Bibl. Féraud, G., Kaneoka,
