cachalote
Nome vulgar da espécie Physeter macrocephalus, vocábulo que, na opinião de alguns autores, seria de origem basca derivada da palavra cachola, genericamente portuguesa. Aludindo ao tamanho desmesurado da cabeça do cetáceo, os pescadores designavam o animal por cabeçudo, palavra modificada em cachalote. Na terminologia baleeira açoriana estes cetáceos são designados indistintamente por baleias. Também conhecido do vocabulário baleeiro açoriano por bulo, utilizada para designar os machos adolescentes que compõem os grupos.
O termo resulta da assimilação da palavra inglesa bull (toiro, macho de uma rês), usada no mesmo sentido pelos baleeiros.
O comprimento máximo para os machos é de 18,3 m e 12,5 para as fêmeas. Cabeça desenvolvida e desproporcionada, atingindo 1/3 do comprimento total. Mandíbula inferior vista sob a face ventral em forma de Y alongado, com 20 a 30 dentes de cada lado, podendo as coroas atingir 10 cm de altura. Espiráculo em forma de S situado na extremidade anterior da cabeça, deslocado para o lado esquerdo. Barbatana dorsal substituída por uma série de bossas baixas. Peitorais pequenas e arredondadas. Caudal larga. Coloração geral cinzenta ardósia, mais escuro na região dorsal, clareando progressivamente até à face ventral.
Espécie mesopelágica de distribuição cosmopolita, frequenta habitualmente as águas quentes e temperadas entre as latitudes 40ºN e 40ºS.
A população do Atlântico Norte está estimada em 190 mil indivíduos.
Esta espécie apresenta o estatuto de Não-Ameaçada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Francisco Reiner (2006)
