Cabral, Graça Costa

[N. Ponta Delgada, 28. 11. 1939] Escultora. Fez o curso de escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1962). Foi professora na Escola de Artes Decorativas António Arroio (1963/65) e no Instituto de Arte e Decoração (1971/73). Co-fundadora do Centro de Arte e Comunicação Visual AR.CO é, actualmente Presidente da Direcção. A sua acção didática no campo da escultura tem sido de importância reconhecida.

Expõe individualmente com regularidade em Lisboa desde 1983 em diversas galerias (Quadrum, Valentim de Carvalho, Monumental, Giefarte). Expõe em Almancil - 1986, Ponte de Sôr ? 2000 e nos Açôres ?1998 e 2001.

Tem participado em Bienais, exposições colectivas, em Portugal e no estrangeiro, e destas nomeadamente no Brasil (Escultura Portuguesa São Paulo, 1987), na Alemanha (Bienal ConfiguraI, Erfurt,1991) no Japão ( Orientations, Fundação Akemi, Amagasaki,1993), em Espanha (I Encuentro Iberico de Esculura Actual, Museu de Lugo, 1993) nas Bermudas (Bermudas National Gallery, 1999) e nos EUA (National Museum, Providence, 2000). Participou na Bienal de Arte dos Açores e Atlântico, em Angra do Heroísmo (1987) e na Horta (1991).

Trabalha basicamente em pedra até 1987. Sobre a escultura ?Escala, Proporção e Medida? Helmut Wohl escreve «?é a sua natureza contrapontual que diferencia as construções de Graça C.C. da escultura minimalista dos anos 60 ?» «?em termos musicais as esculturas de Donal Judd e Sol Lewitt são monofónicas. As de Graça C.C. são polifónicas?». O aparecimento de outras temáticas que a autora chama de ?objectos de culto?, obrigam à utilização de outros materiais como cimento, porcelana, cristal e bronze.

Em 2001, expõe pintura, pela primeira vez, e escultura no Museu de Angra do Heroísmo e no Museu Carlos Machado. No catálogo, o comissário desta exposição, Francisco Pedroso de Lima, escreveu: «Na obra de Graça da Costa Cabral, a matéria, a forma e a textura adquirem uma agilidade espantosa. O que parece uma coisa, faz lembrar outra, o que por sua vez torna todos estes objectos extremamente subtis». No mesmo catálogo, Ivo Machado registou; «? Graça Costa Cabral anuncia uma novíssima época construída de considerações levemente insinuantes, de afectos quase esquecidos relembrando aromas de hortelã e tangerina, de urze e giesta, numa

envolvência sempre emocionante ?».

Executou, em 1981, a representação do Presépio com 15 figuras em prata sobre o qual foi publicado um livro em 2001 com um texto de Agustina Bessa-Luís.

Foi premiada na Bienal de Artes Plásticas, no Porto (1985), e na Bienal de Escultura, nas Caldas da Rainha (1989).

Está representada em colecções privadas e em instituições e museus de que se destacam a Caixa Geral de Depósitos, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Presidência do Governo Regional dos Açores, o Museu Carlos Machado e o Museu de Angra do Heroísmo. Luís Arruda (2001)

 

 

Adenda
(…) – m. Lisboa, 21/01/2016]. Ranu Costa (2022)