caboz-português
nome vulgar da espécie de peixe marinho Parablennius ruber (Blenniidae), segundo Santos et al. (1997) ou caboz-lusitano (ICN, 1993). Os indivíduos desta espécie, segundo Almeida (1985) e Zander (1986a), têm a barbatana dorsal com 12-14 espinhos e 19-22 raios; barbatanas peitorais com 14 raios; barbatanas pélvicas com 1 espinho e 3 raios; sem caninos na maxila; segundo Arruda (1979), barbatana anal com 1 espinho e 20 a 23 raios; com uma mancha ocelada entre o 1º e o 2º raios da dorsal (Almeida, 1985).
Registado para os Açores por Arruda (1979), habita sobre o litoral rochoso e à volta de pedras entre 0,3 m e 25 m de profundidade, preferencialmente entre a superfície e 5 m de profundidade, isolado ou em grupos de 5 a 15 indivíduos (Almeida e Harmelin-Vivien, 1983). Segundo Azevedo (1997) trata-se de uma espécie omnívora que se alimenta de algas, principalmente do género Ceramium, pequenos crustáceos, micro-gastrópodes e esponjas. Reproduz-se de Dezembro a Abril. Santos (1987) que observou comportamentos agonísticos de dois machos conspecíficos, sugere que P. ruber seja uma espécie territorial, mesmo fora da época de reprodução, e relaciona este comportamento com a protecção contra predadores. Este autor sugere que a partilha de um mesmo abrigo por grupos de até 15 indivíduos, com 3,5 cm a 9 cm de comprimento, observada por Almeida (1982) e Almeida e Harmelin-Vivien (1983), em Julho e Agosto, seja feita por juvenis, situação que Azevedo (1997) confirma ao encontrar correspondência entre esses comprimentos e os juvenis do ano naqueles meses. Ver blenídeos. Luís M. Arruda (2001)
Bibl. Almeida, A. J. (1982), Sur la presence de Blennius ruber Valenciennes, 1836 aux Açores (Pisces: Blenniidae). Cybium (3), 6, 2: 35-40.
