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Nome vulgar das espécies de peixes marinhos Gobius paganellus (Gobiidae), também conhecido por *bochecha ou joana e Lipophrys trigloides (Blenniidae), segundo Santos et al. (1997). Sampaio (1904) relaciona este nome vernáculo com a espécie G. niger, uma espécie cuja ocorrência nos Açores não é conhecida e cujo registo é, provavelmente, baseado numa identificação incorrecta de G. paganellus (Arruda, 1997; Santos et al., 1997). Os indivíduos da espécie L. trigloides, segundo Arruda (1979), têm a barbatana dorsal com 12 espinhos e 16-17 raios; anal com 2 espinhos e 17-18 raios; barbatanas peitorais com 13 raios; barbatanas pélvicas com 1 espinho e 3 raios Segundo Zander (1986a), a linha lateral é bem desenvolvida, com muitos poros na cabeça; cor geralmente escura, conforme a coloração do substrato, com bandas verticais desde a base da barbatana dorsal até aos lados do corpo. Habitam a zona mais inferior de rebentação das áreas litorais rochosas, preferindo fendas e depressões em paredes íngremes, entre 0 m e 1 m, expostas ao sol (Almeida e Harmelin-Vivien, 1983; Arruda, 1979; Patzner et al., 1992). Muito inactivos, excepto na época de postura. Reproduzem-se de Fevereiro a Maio. Alimentam-se de invertebrados bênticos e de algas. Ocorrem no Mediterrâneo e no Atlântico desde as ilhas Britânicas até ao Senegal, na Madeira, nas Canárias e nos Açores, para onde foi registado por Arruda (1979). Luís M. Arruda (2001)
Bibl. Almeida, A. J. e Harmelin-Vivien, M. (1983), Quelques notes sur les Blenniidés observés et capturés aux Açores en 1979 (Pisces: Blenniidae). Ibid. (3), 7, 1: 39-45. Arruda, L. M. (1979), On the study of a sample of fish captured on the tidal range at
