buliana

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Valerianáceas pertencentes à espécie Centranthus ruber subsp. ruber (Palhinha, 1966) que também aparece grafado boliana.

Segundo Franco (1984), é um proto-hemicriptófito de caules com 30-80 cm, ascendentes, geralmente ramosos; folhas ovadas a lanceoladas, as distais frequentemente agudas; inflorescências parciais várias, na maioria oblongas; corola vermelha, rosada ou branca de tubo com (5-) 7-10 mm e esporão com (2-) 4-7 (-9) mm.

Registada para os Açores por Trelease (1897), ocorre em todas as ilhas, com excepção do Corvo, em muros e fendas de rochas, sendo também cultivada como ornamental (Franco, 1984; Palhinha, 1966). Floresce desde Dezembro (Palhinha, 1966).

Esta planta está ligada à superstição micaelense, contada por Furtado (1884: 41-42), de que produz uma pluma mágica, a flor, na noite de S. João. Luís M. Arruda (2002)

Bibl. Furtado, F. A. (1884), Materiais para o estudo anthropologico dos povos açorianos. Observações sobre o povo michaelense. Ponta Delgada. Franco, J. A. (1984), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. II: Clethraceae-Compositae. Lisboa, Astória: 432. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Trelease, W. (1897), Botanical observations of the Azores. Eight Annual Report of the Missouri Botanical Garden: 77-220.