bromeliáceas

Monocotiledóneas. Família botânica (Bromeliaceae). Plantas originárias do Novo Mundo. Encontram-se distribuídas desde o Norte da Virgínia até ao Sul da Argentina. Existem em desertos, em florestas tropicais e nas altitudes geladas dos Andes, acima de 5000 m de altitude. As maiores concentrações verificam-se no México e Peru. Englobam 46 géneros e 2110 espécies de plantas terrestres, xeromórficas, herbáceas e epífitas. As folhas são alternas, estreitas, paralelinérvias, inteiras, serruladas e por vezes espinhosas; as flores mais ou menos regulares, 3-meras, agrupadas em cachos, espigas ou capítulos, polinizadas por aves, insectos, morcegos, raramente pelo vento; cálice com 3 sépalas verdes e corola com 3 pétalas, muitas vezes de cores vivas, estames 3+3; ovário resultante da fusão de 3 carpelos, estilete terminal, óvulos poucos a numerosos, axilares; frutos bagas, por vezes cápsulas, raramente infrutescências como no ananás.

A espécie de maior interesse económico nesta família é o *ananás (Ananas comosos), a sua cultura encontra-se disseminada pela zona tropical de todo o mundo. Na ilha de S. Miguel, tem sido cultivada em estufas. Também não é raro nestas ilhas o Ananas bracteatos, ao qual é atribuída frequentemente o nome vulgar de “ananás silvestre”, também comestível mas muito menos suculento. É cultivado em pequena escala, ao ar livre e usado para a extracção de sumo, como ornamental de jardim e por vezes em arranjos florais. A introdução da cultura de bromeliáceas como ornamentais é relativamente recente, mas tem tido grande incremento. A Tilantsia aeranthos é por vezes amarrada nas grades das janelas e não só subsiste nessas condições como floresce abundantemente. O nome vulgar de cravos-de-esperança deriva talvez das suas flores azuis dispostas em espiral que no seu conjunto tem uma certa semelhança com um cravo. A Bilbergia distachia já se tornou suficientemente vulgar nos Açores para merecer a atribuição dum nome vulgar e muitas vezes lhe chamam brincos. Produz a partir do mês de Dezembro e durante um período que se prolonga até ao fim do Inverno cachos de pequenas flores verdes, rodeados por brácteas cor-de-rosa, dispostas em espiral numa haste floral também rosa. Apresenta um contraste de cor exótico e é frequentemente comercializada nos mercados açorianos. Reproduz-se vegetativamente com grande facilidade. Não é raro encontrarem-se nestas ilhas bromeliáceas dos géneros Aecmea, Gusmania, Neoregelia, Tilantsia e Vriesia entre as ornamentais. Raquel Costa e Silva (Dez.1999)

Bibl. Graf, A. B. (1980), Exotica, U.S.A. USA, Ed. Roehrs Company: 418-419, 450. Rauh, W. (1979), Bromeliads, english language copyright. Londres, British Bromeliad Society: 86, 291, 298. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, Macmillan Press Ltd., I: 86, 291, 298-329.