briza
Género da família das Gramíneas (Gramineae). Este nome tem origem no grego, e era a designação de um cereal, possivelmente o centeio. As brizas são cosmopolitas nas zonas temperadas São plantas extremamente graciosas. As espiguetas, muito móveis, oscilam com a mais leve brisa. «Possuem 5-15 flores por espigueta, imbricadas, comprimidas lateralmente, dispostas em panícula; duas glumas subiguais, menores que a espigueta, côncavas, ovado-orbiculares; 2 glumelas membranosas, múticas, a inferior côncava, suborbicular, a superior menor e troncada; 3 estames; fruto uma cariopse obovada a subarrosetada, levemente côncava na face interna, aderente à glumela superior» (Coutinho, 1913). Nos Açores, este género está representado por duas espécies:
(a) Briza maxima Tem como nomes vulgares bule-bule, bole-bole ou bule-bule grado. Anual. Pode atingir 60 cm, erecta; apresenta os caules solitários ou em tufos; folhas glabras, lineares, longamente acuminadas de 20x1 cm aproximadamente; lígula comprida, obtusa; espiguetas macias e brilhantes de 8-20 mm, ovóides, com 5-15 flores, branco prateadas ou avermelhadas; panícula simples ou subsimples, com poucas espiguetas, inclinadas no cimo.
(b) Briza minor Tem como nomes vulgares bule-bule, bole-bole ou bule-bule miúdo. Anual. Pode atingir 60 cm. Caules erectos formando tufos; folhas glabras linear-lanceoladas, podendo atingir 15x1 cm; lígula obtusa, podendo atingir 5 mm; espiguetas triangulares, verdes ou variegadas de púrpura, lustrosas, com 5mm, panícula deltóide muito dividida; fruto cariopse castanho-clara.
As brisas têm sido usadas como flores secas e, até, cultivadas. São usadas na sua cor natural e também pintadas, mergulhando os pedúnculos, logo após a colheita, em tinta verde ou vermelha. A cor muda lentamente à medida que vão absorvendo o corante, podendo obter-se efeitos diferentes variando o período de absorção. A colheita deve fazer-se logo que atinjam pleno desenvolvimento, mas sem estarem completamente maduras. Raquel Costa e Silva (Dez.1999)
Bibl. Coutinho, A. X. P. (1913), Flora de Portugal. Lisboa: 86. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992). Londres, Macmillan Press Ltd., I: 394. Palhinha, R. T. (1996), Catálogo das P1antas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açoreanos Afonso Chaves: 156.
