Brito do Rio

GENEALOGIA Da ilha Terceira - Família que no continente se formou através do casamento de João Mendes do Rio (que os genealogistas dão como sendo neto de um homem honrado, natural ou residente no lugar do “Rio”, na Galiza) com Constança de Brito, natural de Elvas, onde os seus descendentes se fixaram. Passou à ilha Terceira em 1707, na pessoa de um quarto neto deste casal, Luís de Brito do Rio, nomeado governador do castelo de S. João Baptista, cargo que exerceu até 1714, data em que regressou a Lisboa.

Luís de Brito do Rio, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e comendador da Ordem de Cristo, foi oficial da arma de Infantaria e sucedeu na casa e morgados dos seus maiores. Casou na Sé de Angra, em 6.10.1710, com D. Bernarda Luísa de Bettencourt e Silveira, filha de Vital de Bettencourt e Vasconcelos e da segunda mulher deste, D. Violante de Bettencourt Correia e Ávila. O casal teve um filho, falecido em criança, e três filhas. A primogénita, D. Isabel Josefa de Lima Corte­ Real Brito do Rio, sucedeu na casa de seus pais e avós e veio a casar na Sé de Angra, em 14.2.1733, com D. António Pimentel de Melo Ortiz de Lacerda da Câmara, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e sucessor, filho de D. Pedro Pimentel de Melo Ortiz da Câmara e de sua mulher D. Rosa Maria Sofia Pacheco de Lacerda.

Estes Ortizes, castelhanos, radicaram-se na ilha Terceira no final do século XVI com D. Hernando Ortiz del Rio, que foi contador do então presídio de Angra. Por este matrimónio, os Britos do Rio açorianos passaram a ter varonia Ortiz.

Único filho de D. Isabel Josefa e de seu marido, D. Pedro Pimentel Ortiz de Melo de Brito do Rio, viria a casar, aos 6.11.1766, com D. Rita Margarida do Carmo e Canto.

Com geração até à actualidade, tanto nos Açores como no continente. Manuel Lamas (Mar.2000)

HERÁLDICA Armas dos Brito: De vermelho, com nove lisonjas de prata, apontadas e firmadas nos bordos do escudo, postas 3, 3 e 3, cada lisonja carregada de um leão de púrpura. Timbre: um leão do escudo. Luís Belard da Fonseca (2000)