Brasil, João Jorge

[N. Lourais, Ribeira Seca, ilha de S. Jorge, 1901- m. 30.10.1986] Ordenado presbítero, no Seminário de Angra, em 1925, por D. António Augusto de Castro Meireles, exerceu o seu múnus na antiga Vila do Topo (S. Jorge), em Santa Cruz das Flores, na Beira (S. Jorge) e na Vila do Corvo. Voltou à Vila do Topo, onde esteve 26 anos, seguindo-se 13 anos na Vila da Calheta (S. Jorge).

Compositor e poeta, reflectiu, na letra e na música, o sentimento e o ambiente de cada local onde pastoreou.

Já quase cego, fixou-se, nos finais dos anos 60, em Ponta Delgada, junto de duas sobrinhas, que viviam em casa do P.e Aristides Zacarias Pacheco Arruda, ao tempo coadjutor do Pároco da Matriz de S. Sebastião e professor de Religião e Moral no antigo Liceu Nacional de Ponta Delgada.

Em 9 de Agosto de 1975, em concelebração eucarística, presidida pelo Bispo D. Manuel Afonso de Carvalho, na Matriz de Ponta Delgada, o Pe. Brasil comemorou as bodas de ouro da sua ordenação. Faleceu, completamente cego, com 85 anos.

Tem obra poética, de valor, dispersa por vários jornais, que merece ser coligida e editada em livro, como homenagem póstuma. Manuel Jacinto de Andrade  (Nov.1998)

Bibl. Andrade, M. J. (1996), Nótulas Biográficas Açorianas. Ponta Delgada, ed. do Açoriano Oriental.