branquiópodes
Pequenos crustáceos quase inteiramente restritos a água doce (as excepções são alguns Anostraca, como a Artemia, que toleram lagos salinos, e alguns cladóceros marinhos). Caracterizados pela estrutura foliar dos apêndices do tronco: tanto o exopódito como o endopódito consistem num único lobo achatado, com a margem densamente coberta de sedas. O nome Branchiopoda (pés com brânquias) provém dos epipóditos achatados que existem em cada coxa e que têm função respiratória. Para além das trocas gasosas, os apêndices do tronco possuem muitas vezes adaptações para a alimentação suspensívora e para a locomoção. A primeira antena e a segunda maxila são vestigiais. O último segmento abdominal (ou anal) possui um par de processos terminais chamados cercópodes.
Dos quatro grupos principais de branquiópodes (ordens Anostraca e Notostraca e subordens Conchostraca e Cladocera da ordem Diplostraca) apenas os cladóceros têm sido referidos na bibliografia respeitante aos Açores. Barrois (1896) lista 14 espécies, encontradas nas lagoas e charcos das ilhas que visitou (Faial, São Miguel e Terceira), das quais duas (Moina azorica e Alona barroisi) são espécies novas, descritas a partir de exemplares da Terceira.
Frenzel e Alonso (1988) descrevem uma espécie nova de cladócero marinho, Alona azorica, a partir de exemplares açorianos. José Manuel N. Azevedo (Out.1998)
Bibl. Barrois, T. (1896) Recherches sur la faune des eaux douces des Açores. Mémoires de la Société des Sciences, de lAgriculture et des Arts de Lille, V Série, 6: 1-172. Frenzel, P. e Alonso, M. (1988), Alona azorica sp. nov., a new chyrodid (Cladocera) from the
