Braga, Thomas

[N. Fall River, Massachusetts, 13.6.1943] Neto de imigrantes açorianos, de S. Miguel, licenciou-se no Providence College em 1966 e doutorou-se em Literatura Francesa pela Rice University em 1970. Frequentou cursos de férias em Coimbra, Florença e Santa Bárbara, na Califórnia. Leccionou no California State College, San Bernardino (1970-72) e na State University College, Plattsburgh, Nova York (1972-98), actualmente Professor Emeritus. Publicou vários ensaios literários em revistas da especialidade, como a Modern Languages Studies, Hispania, French Review e Transculture, mas distinguiu-se sobretudo como poeta. Além de vários poemas dispersos em diversas revistas literárias e obras colectivas, publicou as seguintes colectâneas de poesia: Chants Fugitifs (1981), Portingales (1081), Coffee in the Winds (1990), Crickers? Feet (1992), Borderlands (1994), Two Luso Lyrics (1994) e Litotes (1997). É sobretudo em Portingales que a marca luso-americana mais transparece, numa poesia carregada de simbologia cristã onde a cultura portuguesa sorvida no contacto coma avó transparece em momentos de ternura e conseguimento estético. O livro inclui mesmo alguns poemas em português. «Como o intrigante título, estes poemas de Thomas Braga são espirituosos, ricos, luxuriantes, barrocos e líricos», deles escreveu o erudito americano Barton St. Armand. Onésimo Teotónio Almeida (Jun.1999)

 

 

Adenda
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Continua a residir em Plattsburgh, Nova Iorque, e é frequentemente visto a passear e a conversar com amigos nos cafés locais. Nas palavras de Warren Dixon, Thomas Braga ‘ouve, e o que ouve transforma em versos’.
As obras mais recentes são Motley Coats (2001); Inchoate: Early Poems (2003) e Amory, Six Dialogues & Six Poems (2006). Ranu Costa (2022)