braços
Género coreográfico em que normalmente participam um cantador, dois tocadores de violas de arame e um número de bailhadores dependente do espaço disponível.
Pode ser apenas cantada e tocada, como é o caso da versão gravada por Artur Santos na Ilha Terceira em 1952, durante os seus trabalhos de campo para recolha de música tradicional açoriana. Apesar de não ter sido então bailhada o referido etnomusicólogo categoriza-a como moda de baile. Esta versão imortalizou o cantador José Martins Pereira, mais conhecido como o Zé da Lata, cuja fotografia aparece na capa do disco Música Popular Da Ilha Terceira (nº1), editado em 1956 como separata da Antologia Sonora: O Folclore Musical nas Ilhas dos Açores. A transcrição da melodia cantada por Zé da Lata e do acompanhamento à viola de arame por Laureano C. dos Reis aparece em Dias (1981:132) que considera Os Braços uma canção específica da ilha Terceira, já que em nenhuma das outras ilhas existe melodia parecida.
A letra desta canção, eliminadas as repetições de texto impostas pela estrutura da frase melódica e incluídas entre parênteses as interjeições que ora são cantadas ora não, versa: És linda, és engraçada, és uma bonita amada, vivó meu bem. Tudo o que é bom (ai) tens contigo, só te falta (ai) ser constante, vivó meu bem. Ser pastor lidar na serra, braços nus, faces (assim) vermelhas, vivó meu bem. Cristina Brito da Cruz (Mai.1998)
Bibl. Dias, F. J. (1981), Cantigas do Povo dos Açores. Angra do Heroísmo, Instituto Açoriano de Cultura.
Discografia Santos, A. (1956), O Folclore Musical nas Ilhas dos Açores. Antologia Sonora: Ilha Terceira 1-18. Angra do Heroísmo, Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo. Santos, A. (1957), Música Popular da Ilha Terceira 1-2. Separata da Antologia Sonora: O Folclore Musical nas Ilhas dos Açores. Angra do Heroísmo, Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo.
