bracel

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Gramíneas pertencentes à espécie Festuca jubata (Palhinha, 1966, Sjögren, 1984), também conhecida por bracéu e bracés-do-mato segundo Palhinha (1966).

Segundo Franco e Rocha-Afonso (1994), é um hemicriptófito semi-arrosetado cespitoso, por vezes caméfito herbáceo. Colmos com 30-60 cm; inovações intravaginais; folhas medianas a compridas, linear, flexíveis; bainhas das folhas basais persistentes, cinzentadas a amareladas; lígulas muito curtas, anelares; panícula delgada, geralmente especiforme, com 3-10 cm, pouco densa, com ramos escábridos; espiguetas com 7-8 (10) mm e 3-5 flores estéreis; glumas estreitamente lanceolado-assoveladas, a inferior com 4-6,5 mm, e a superior com 6-8,5 mm, esverdeadas e com as nervuras pouco evidentes; lema com 5,5-7,5 mm, longamente acuminada, esverdeada; arista com 3,5 (-8) mm.

Endemismo açórico-madeirense, ocorre em todas as ilhas deste arquipélago, geralmente acima dos 500 m de altitude mas raramente para além dos 900 m, em locais arrelvados sempre húmidos de forte ou fraca exposição. É frequente no tipo mais raro da floresta de laurissilva restrita aos locais abrigados nas crateras e nas ravinas (Palhinha, 1966, Sjögren, 1984). Luís M. Arruda (2002) (Out.1999)

Bibl. Franco, J. A. e Rocha-Afonso, M. L. (1994), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. III: Alismataceae-Iridaceae. Lisboa, Liv. Escolar Ed.: 23. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Seubert, M. e Hochstetter, C. (1843), Uebersicht der Flora der azorischen Inseln. Archiv für Naturgeschichte, 9, 1: 1-24. Sjögren, E. (1984), Açores, Flores, Horta, Direcção Regional de Turismo. Watson, H. C. (1843), Notes of a botanical tour in the Western Azores, Hooker’s London Journal of Botany, 2: 1-9, 125-131, 394-408.