Botânica

Os estudos botânicos do arquipélago dos Açores despertaram, desde muito cedo, a atenção de naturalistas estrangeiros, devido, entre outras razões, ao carácter de relíquia do Terceário e à elevada atlanticidade da sua vegetação.

O francês Michel Adanson foi, provavelmente, o primeiro naturalista a visitar os Açores quando escalou o Faial, de 20 de Outubro a 8 de Novembro de 1753, na sua viagem de regresso do Senegal, onde se deslocara para estudar a História Natural daquele país. Na sua obra Histoire Naturelle de Senegal, publicada em Paris, em 1757, relata a sua estada nesta ilha mas não qualquer estudo sério das plantas.

Outro dos primeiros visitantes dos Açores é George Forster, professor de Botânica, que percorreu grande parte do mundo, incluindo muitas das ilhas atlânticas, e que refere ter colhido plantas no Faial, em Julho de 1775, ao regressar da sua viagem ao Cabo da Boa Esperança. No relatório que publicou (Forster, 1787) nota que todas as outras ilhas oferecem espécies botânicas ou novas ou pelo menos raras, mas acrescenta não ter tido oportunidade de colher por nelas se haver demorado apenas algumas horas.

O explorador britânico Francis Masson, que viajou pela África austral, Madeira, Canárias, Açores, Antilhas e América, entre 1776 e 1782, para enriquecer o jardim botânico de Kew, visitou várias ilhas dos Açores, entre 1776 e 1777. Segundo Drouët (1861), a carta-relatório que dirigiu ao director daquele jardim, William Aiton, onde estão incluídas referências a espécies de plantas novas para a ciência, publicada em 1778 (Masson, 1778), deverá ser o documento público mais antigo sobre a História Natural do arquipélago açoriano.

Pouco mais poderá ter sido divulgado sobre a Botânica dos Açores durante o século XVIII, mas nas primeiras décadas do século XIX surgiram outras publicações de qualidade e interesse variáveis para o seu conhecimento.

A 24 de Abril de 1838, Heinrich Joseph Guthnick, director do Jardim Botânico de Berna, Christian Friedrich Hochstetter, professor de Botânica em Esslingen, acompanhado de seu filho Carlos, e Rudolph Gygax, um geólogo, chegaram a S. Miguel e permaneceram nalgumas ilhas até Agosto. Foi a primeira vez que o Corvo e as Flores foram exploradas dos pontos de vista botânico (e mineralógico). Como resultado dessa visita foram publicadas considerações gerais sobre o clima e a vegetação dos Açores, incluindo uma lista de 308 espécies de plantas (Seubert e Hochstetter, 1843)[*1] . Mais tarde, Moritz Seubert (1844) usando os exemplares que aqueles outros haviam colhido e com a colaboração de Martius para as algas, Bischoff para líquenes e de Schimper para musgos, mas sem visitarem as ilhas, publicou uma lista de 391 espécies de plantas do arquipélago e uma comparação com a vegetação de outras áreas geográficas. Segundo Drouët (1866) é a obra até então mais completa sobre a flora destas ilhas e o primeiro documento a dar uma ideia da sua vegetação. Trelease (1897) refere-a como sendo um ponto de partida para quem pretender estudar este arquipélago do ponto de vista florístico.

Por indicação de William Hooker, dos Jardins de Kew, o botânico inglês Hewett Cottrell Watson visitou, de Maio a Setembro de 1842, a bordo do navio britânico Styx, as ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo. Não obstante as dificuldades que encontrou a bordo da embarcação em que viajava, Watson colheu 338 espécies de plantas com flor e fetos e acrescentou 103 espécies à lista de Seubert incluida em Flora Azorica. Em resultado da correspondência trocada com Thomas Carew Hunt, consul britânico em Ponta Delgada e estudioso da flora de S. Miguel e de Santa Maria (Hunt, 1845), foram acrescentadas 67 espécies. Os resultados das investigações de Watson estão publicados em 5 notas (Watson, 1843a; 1843b; 1843c; 1844; 1847) e numa contribuição para o trabalho de Godman (1870) sobre as ilhas açorianas. Segundo Trelease (1897), o contributo de Watson eliminou muitos sinónimos, entradas duplas e dificuldades críticas existentes até então.

Entretanto a exploração mais extensiva do arquipélago foi feita, em 1857, pelos zoólogos Henri Drouët e Arthur Morelet. As sua observações botânicas foram publicadas por Drouët (1866) num catálogo onde se mencionam 736 espécies e variedades. As explorações foram feitas em todas as ilhas, embora os naturalistas nem sempre tivessem andado juntos, e por isso são apresentadas espécies que os seus antecessores na exploração botânica dos Açores não tinham encontrado e notado o carácter essencialmente europeu desta flora (Palhinha, 1947).

Em 1865, Frederick du Cane Godman visitou quase todas as ilhas dos Açores, foram excepção o Pico e Santa Maria para onde seguiu o seu colector Brewer. O seu interesse era estudar a fauna e a flora para, nesta ilhas isoladas, encontrar argumentos acerca da origem e da distribuição das espécies. As colecções de plantas vasculares foram estudadas por Watson e os musgos e hepáticas por W. Mitten. Às plantas colhidas por Watson e por Hunt vieram juntar-se as que haviam sido colhidas por Godman, outras enviadas pelo Barão de Castelo de Paiva aos herbários de Kew e ainda por Mac Kay, médico e vice-consul inglês nas Flores. Os resultados desse estudo foram publicados por Godman (1870) numa obra que se tornou de referência para a História Natural do arquipélago.

De Fevereiro a Agosto de 1873, os naturalistas a bordo do Challenger fizeram observações botânicas de que resultou a publicação, no número 14, do Journal of the Linnean Society, Botany, de vários trabalhos, nomeadamente, sobre algas da Lagoa das Furnas, de fontes termais, de fungos e de líquenes, com o título geral Contributions to the Botany of the Expedition of H. M. S. Challenger.

William Trelease esteve nos Açores durante três meses no verão de 1894 e por um período mais curto no verão de 1896, colhendo e preparando exemplares representantes da flora endémica e naturalizada destas ilhas. No catálogo que publicou (Trelease, 1897) incluiu cerca de 1930 espécies da sua colecção, cerca de 435 colhidas por C. S. Brown e um número considerável de outras nas colecções de Bruno Carreiro, Carlos Machado e Nogueira Sampaio.

Em 1898, K. Bohlin esteve em S. Miguel, na Terceira e no Faial, onde colheu algas de cujo estudo publicou os resultados três anos mais tarde (Bohlin, 1901). As diatomáceas foram tratadas por J. Holmboe e os resultados do estudo publicados também em 1901 (Holmboe, 1901). Bohlin foi, posssivelmente, o último naturalista a visitar os Açores no século XIX.

H. B. Guppy esteve em S. Miguel, em 1913, e na Terceira e no Pico, no ano seguinte. A eclosão da I Guerra Mundial obrigou-o a regressar a Inglaterra. Das suas observações resultaram dois trabalhos (Guppy, 1914, 1917) que, no segundo, analisa, ao estilo da época, mas de uma forma exaustiva e com vastos conhecimentos de campo, a documentação histórica, e descreve a vegetação, apresentando uma zonação altitudinal e discutindo a composição florística, passada e presente, dessas formações (Dias, 1996).

Em 1928, O. C. Schmidt foi aos Açores estudar algas marinhas, a sua especialidade, sobre as quais publicou dois trabalhos (Schmidt, 1929, 1931). Colheu algumas algas de água doce que foram estudadas por W. Krieger (1931).

Nos anos trinta realizaram-se várias expedições aos Açores e pela primeira vez botânicos portugueses se ocupam desta área com trabalhos de campo. Mais, algumas formações vegetais foram descritas pela primeira vez (Dias, 1996). Assim, T. G. Tutin e E. F. Warburg estiveram no Pico, S. Jorge, Faial, Terceira e S. Miguel, desde fins de Junho até princípios de Agosto de 1931, e encontraram algumas espécies novas, especialmente, no Pico e em S. Jorge. Publicaram dois artigos sobre a flora açoriana (Tutin e Warburg, 1932, 1953). Também neste ano foram publicados os resultados das campanhas científicas realizadas pelo Príncipe *Alberto do Mónaco e das observações, em Ponta Delgada, da briologista Eleaonora *Armitage, em Ponta Delgada.

O briologista Alphonse Luisier fez várias viajens aos Açores e, depois de 1927, publicou diversos trabalhos na revista Brotéria. Rui Teles Palhinha, primeiro só, em 1934, e depois com L. Sobrinho, em 1937, e este e Gonçalves da Cunha, em 1938, todos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, percorreram, com mais ou menos demora, as ilhas dos Açores, colhendo material para o Instituto Botânico daquela Faculdade. Em 1938, Carl Cedercrantz, Herman Persson, Valentinne e Pierre *Allorge estiveram nos Açores e publicaram vários artigos sobre *briófitos.

A II Grande Guerra interrompeu a ida aos Açores de botânicos nacionais e estrangeiros mas, após o armistício, os estudos desta disciplina continuaram. Registam-se as contribuições de Carlos das Neves Tavares, entre 1941-1966, João do Amaral Franco, desde 1960, R. Grolle, desde 1962 até 1982, A. R. Pinto da Silva, entre 1963 e 1974, Alfred Hanse, de 1970 a 1985, Erik Sjögren, desde 1973, José Ormonde, a partir de 1974, e Cecília Sérgio, com início em 1974.

Na sua maioria, os trabalhos realizados preocuparam-se apenas com os aspectos florísticos, deixando a descrição das comunidades para simples notas de campo, sem qualquer base de estudo, mesmo aqueles realizados depois das escolas de fitossociologia estarem perfeitamente estabelecidas nos seus princípios e metodologias. Deste modo, muitas das comunidades apresentadas têm apenas um carácter descritivo, embora inovador em alguns aspectos, como o da Ecologia de alguns habitats insulares ou fenómeno de sucessão em material vulcânico (cf. Dias, 1996).

Porém, nos anos 50, Tutin (1951) e Marler e Boatman (1952) estudaram a zonação altitudinal na ilha do Pico. O primeiro, na linha clássica, limitou-se a uma análise florística dos agrupamentos, embora com algumas precisões. Os segundos, pelo contrário, numa linha estritmente fitossociológica (pela primeira vez), com uma metodologia de campo mais próxima das escolas anglo-saxónicas quantitativas, caracterizou as associações da vertente Norte do Pico. O estudo refere-se à vegetação actual, pelo que a separação entre formações antropizadas e naturais é pouco nítida, sendo caracterizado, pela primeira vez, o Pittosporetum e apresentado um modelo de clímax dinâmico promovido pelo pastoreio (Dias, 1996). No final da década de sessenta e anos seguintes tiveram lugar estudos fitossociológicos com Dansereau (1970), Sjögren (1973) e Lüpnitz (1975a e b).

Apesar do interesse da comunidade ciêntífica internacional pela flora dos Acores, apenas alguns açorianos mostraram interesse no seu estudo. Nos livros Saudades da Terra, por Gaspar Frutuoso, há referências e narrativas que, segundo Ferreira (1937), tornam aquele autor um pioneiro dos naturalistas açorianos. Muitas das plantas encontradas pelos descobridores portugueses destas ilhas são conhecidas desde Frutuoso. Os nomes de Carlos Machado, Bruno Carreiro e Teotónio da Silveira Moniz, em S. Miguel, e José Sampaio, na Terceira, e os seus trabalhos científicos são indicados como tendo contribuido para o conhecimento da flora local. 

Carlos Maria Gomes Machado (1828-1901) foi médico, professor e reitor do Liceu de Ponta Delgada. Em 1876, organizou, com a colaboração científica de Arruda Furtado e o suporte financeiro do Conde de Fonte Bela, um museu com três secções, uma de Botânica, anexo à aula de História Natural, incluindo, preferencialmente, espécies açorianas. Estas colecções foram estudadas por muitos naturalistas.

Bruno Tavares Carreiro (1857-1911), médico, ocupou o seu tempo livre estudando Botânica. O seu herbário, legado ao Museu Carlos Machado, foi estudado por muitos botânicos estrangeiros.

Teotónio da Silveira Moniz (1894-1953), botânico, formado na Suiça, depois de nomeado director da secção de Botânica do Museu Carlos Machado, dedicou-se ao estudo dos briófitos das ilhas do arquipélado e à organização de um herbário para o museu.

José Augusto da Silva Sampaio (1827-1900) foi médico, naturalista e colector na Terceira. Morreu antes de concluir o seu trabalho sobre esta ilha que havia de ser concluido por seu filho.

Posteriormente, publicaram trabalhos com objectivos diversos, José *Agostinho, desde a década de 1930 à de 1950, e F. Carreiro da Costa, entre 1940 e 1957. Com a instalação do Instituto Universitário dos Açores, posteriormente Universidade, na década de setenta, os estudos botânicos realizados por residentes no arquipélago, passaram a ter continuidade e objectivos estritos.

Na sequência do Jardim de Aclimatação de Puerto Cruz (1788-1808), nas ilhas Canárias, os Açores foram olhados como tendo possibilidade de abrigar jardins botânicos experimentais. E embora a criação de um jardim de aclimatação, com características científicas, nunca tivesse sido levada a cabo nos Açores, a verdade é que a paixão pelas plantas exóticas, com preferência pelas espécies tropicais e intertropicais, evidência-se desde muito cedo no jardinamento das quintas de laranja e não mais seria abandonada pelos novos encomendadores dos jardins da Regeneração (Albergaria,1996).

Assim, em Ponta Delgada, foram criados magníficos jardins particulares, graças às condições de humidade e de temperatura regular, sem variações bruscas nem grande variação verão/inverno (10º em média), permitindo a ocorrência de vegetação luxuriante nos Açores (*Barrois, 1896; Godman, 1870) e aos grandes proprietários fundiários (à escala insular) que passaram a administrar directamente, grande parte das suas terras, emparcelando, trocando e permutando inúmeras parcelas, ensaiando novas culturas e florestando enormes áreas, espírito a que estava ligado o gosto pelas plantas e o conhecimento botânico (Albergaria, 1993).

A comunidade científica internacional conhecia esses jardins e reputava-os entre os mais belos do mundo. Barrois (1896), Godman (1870) e Thomson (1877) referem-se, isoladamente ou em conjunto, aos de José do Canto (1820-1898), de José Jácome Correia (1816-1886) e de António *Borges (A. B. da Câmara Medeiros) (1812-1879) como sendo verdadeiras maravilhas onde se encontravam reunidas as plantas mais belas e as mais raras dos cinco continentes. Segundo Albergaria (1993), o primeiro era considerado como jardim botânico a denotar um espírito científico, o segundo como um jardim inglês e o terceiro como um jardim pitoresco.

Nestes jardins, verdadeiros arbureta, as árvores eram tratadas com grande cuidado de modo a realizarem as suas formas características. Consequentemente, algumas espécies, particularmente aquelas de crescimento simétrico e peculiar, tal como diferentes espécies de altíngia, araucária e criptoméria, eram, provavelmente, mais perfeitas ali do que nas regiões de onde eram nativas (Thomson, 1877). Mais, o protagonismo açoriano envolveu também a propagação das espécies, um indiciador de conhecimentos botânicos apropriados.

Durante as últimas décadas de Oitocentos, os naturalistas açorianos participaram nos circuitos internacionais de permuta de plantas, enviando espécies endémicas, para enriquecimento de colecções botânicas, e exemplares de flora exótica, entretanto aclimatados a latitudes temperadas, e recebendo inúmeros exemplares de outras exóticas.

Beneficiaram dessa permuta os jardins botânicos de Coimbra e da Politécnica, em Lisboa. Em 1866, Edmond Göeze, naturalista alemão, acabado de ser nomeado jardineiro-chefe do primeiro daqueles jardins, dirigiu-se à ilha de S. Miguel a fim de receber os donativos em plantas que alguns proprietários tinham logrado fazer. Dessa visita deixou um relato onde comenta o estado da horticultura micaelense e a capacidade de intervenção de A. Borges, J. Correia e dos irmãos Canto nos negócios de plantas. Na viagem de regresso levou na bagagem mais de mil espécies de plantas exóticas, destinadas à estufa temperada do jardim botânico onde trabalhava, e na memória os jardins da ilha e o interesse dos micaelenses dadores pela instituição universitária. Um contributo que, segundo J. Canto, constituía um verdadeiro serviço nacional e que, posteriormente, seria considerado, pelo director do jardim, como exemplo de elevado nível e merecido reconhecimento científico (Henriques, 1876).

A relação com o jardim botânico da Politécnica foi estabelecida, na década de 1870, também entre J. Canto e Göeze, então ao serviço do jardim de Lisboa. Numa carta oficial, o Conde de Ficalho agradece ao primeiro, os oferecimentos de plantios e sementes que fizera ao botânico da Politécnica (cf. Sousa, 1982: 85).

Wallace (1852), trazido a S. Miguel por J. Canto, pensava que seria vantajoso para o avanço da jardinagem inglesa, observar a aclimatação nos jardins e pomares de laranjeiras de S. Miguel, pois poderia prestar um precioso auxílio aos grandes proprietários britânicos que possuiam villas nas costas do mediterrâneo, indicando-lhes, como tencionava fazer, quais as plantas que poderiam introduzir, com sucesso, para ornamento dos seus jardins e pleasure grounds.

Àqueles jardins são de acrescentar, neste contexto, dois outros onde interveio Ernesto do Canto (1831-1900): a Quinta dos Prestes, em S. Roque, mencionada a propósito do interesse botânico pelo naturalista Göeze (1867) e descrita pelo jardineiro belga Favresse (1872) e o Parque das Murtas, no vale das Furnas, vocacionado para lazer do público, com projecto do jardineiro inglês George *Brown, chegado a S. Miguel em 1845, para se ocupar, inicialmente, dos jardins de J. Canto (Thomson, 1877). O projecto previu a plantação de espécies exóticas que deveriam conferir um ambiente aparentemente natural e romântico. Ver briologia e briologistas. Luís M. Arruda (Jul.2000)

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