Borges, Ildefonso
[N. Santa Santa Cruz da Graciosa, 14.10.1864 ?,1940] Filho de Ildefonso Borges da Costa, da ilha Terceira, e de Maria Bárbara de Melo e Mendonça, da ilha Graciosa, estudou em Angra do Heroísmo e depois seguiu para Lisboa. Diplomou-se pelo Instituto de Agronomia e Veterinária em 1889, com os cursos de Veterinária e Agronomia. Foi funcionário da Direcção-Geral dos Serviços Agrícolas, director interino da Estação Zootécnica Nacional Belém e Facultativo do Hospital Veterinário. Em 1895 decidiu trabalhar no Instituto de Agronomia e Veterinária, mas logo no ano seguinte regressou aos Açores para colaborar com João Maria Leite Pacheco no estudo e extinção das epizootias do concelho da Praia da Vitória. Em 1897, de regresso à capital, foi nomeado pelo Ministério da Marinha para o Gabinete do Ministro. Em 1899 foi requisitado pela Junta Geral de Angra do Heroísmo para o lugar de Veterinário Distrital e depois para Intendente de Pecuária onde se manteve até 1906.
Voltou a Lisboa para concorrer ao lugar de assistente do Instituto Câmara Pestana onde se revelou um investigador de grande craveira, reconhecido a nível nacional e internacional. Publicou valiosos trabalhos, em nome individual ou em colaboração com outros cientistas, como o médico e patrício, Aníbal *Bettencourt.
Em 1912, foi nomeado Professor Catedrático de Higiene, Zootecnia, Patologia Exótica, Zoologia e Parasitologia Animal e em 1918 passou à categoria de Professor Ordinário de Patologia Exótica, Higiene Colonial, Zoologia e Parasitologia, cargos que desempenhou até á jubilação em 1934. Ao longo da sua extensa carreira de quarenta e dois anos, recebeu várias distinções e criou uma Escola de Parasitologistas que continuaram a obra do mestre e pedagogo.
Ildefonso Borges pertence à plêiade de grandes vultos da medicina veterinária, pelo seu valioso contributo na investigação laboratorial, no estudo e combate das doenças parasitárias e infecto-contagiosas, na defesa da saúde pública e na dignificação do ensino. José Leal Armas (2002)
