borboleta-branca
Nome comum atribuído a Pieris brassicae azorensis Rebel (Lepidoptera: Pieridae), um neoendemismo açórico (Sousa, 1985) descrito por Rebel (1917), embora esta classificação subespecífica seja controversa para alguns autores (e.g. Walker, 1931; Higgins, 1975). É também designado por «lagarta-da-couve» (Carneiro, 1982; Vieira, 1997).
Provavelmente, já existia na centúria de Seiscentos, pois Gaspar Frutuoso (n. 1522- m 91) anota que «... nesta terra não havia senão os bichinhos das hortas, que se criam nas couves e outra hortaliça» (Frutuoso, 1981). Porém, em meados do século XIX, as frequentes referências a pragas das hortaliças e os primeiros desenhos de P. brassicae e do seu inimigo natural publicados no jornal O Agricultor Micaelense, bem como as publicações de autores estrangeiros (e.g. Drouët, 1861; Godman, 1870), confirmam a presença deste lepidóptero nos Açores.
As plantas mais afectadas são as hortícolas da família Cruciferae (Carneiro, 1982), incuindo várias Brassica (e.g. Brassica oleracea var. gemmifera, Brassica oleracea var. capitata, Brassica campestris var. rapa, Raphanus sativus), bem como as Chagas Reseda luteola L. (Resedaceae) (Vieira, 1997). Os prejuízos são considerados de grande importância económica nas crucíferas (Carneiro, 1982).
Esta borboleta pode ser observada em todas as estações do ano, sendo geralmente abundante nas zonas de baixa e média altitudes e muito rara a altitudes de 600 m; está presente em todo o arquipélago dos Açores: Santa Maria, S. Miguel, ilhéu de Vila Franca do Campo, Terceira, Pico, Faial, S. Jorge, Graciosa, Flores, Corvo (Vieira, 1997). Virgílio Vieira (Jun.1999)
Bibl. Drouët, H. (1861), Eléments de la faune Açoréenne. Paris, J. B. Baillière & Fils, Librairie de l'Académie de Médecine. Frutuoso, G. (1981), Livro Quarto das Saudades da Terra. Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada, II. Godman, F. D-C. (1870), Natural History of the
