Boletim do Núcleo Cultural da Horta
Publicação periódica da responsabilidade do Núcleo Cultural da Horta (NCH) que, nos seus Estatutos, estabelece como elemento essencial para o exercício das suas competências culturais a publicação regular de um Boletim (alínea a. do art. 3° dos Estatutos). Deste modo, o Boletim surgiu como que o rosto do NCH e o local de acolhimento para a publicação ou divulgação de trabalhos culturais de reconhecido valor (art° 2°), relativos ao arquipélago dos Açores e em especial às ilhas do ex-distrito da Horta.
O primeiro número do Boletim é de Dezembro de 1956, publicado cerca de dois anos após a criação de NCH (1954). Nele colaboraram Marcelino Lima, Osório Goulart, Frederico Machado e Pe. Júlio da Rosa. Para além destes colaboradores (todos fundadores do NCH) têm trabalhos publicados ao longo das vários números do Boletim outros importantes nomes da intelectualidade faialense e açoriana, como, entre outros, Júlio Andrade, Florêncio Terra, António Lourenço da Silveira Macedo, Pedro da Silveira, Adelina da Costa Nunes, Rodrigo Guerra, Victor Hugo de Lacerda Forjaz, Ernesto Rebelo, João Teixeira Soares de Sousa, António Ferreira de Serpa, Avelino de Freitas de Meneses, José Guilherme Reis Leite e Luís M. Arruda.
O último volume publicado foi o n° 12 (1996-1997) e ao longo de todos os boletins perpassam temas e assuntos muito diversos que abrangem várias áreas que vão desde a História, o Folclore, a Filologia, a Etnografia e o Artesanato até às Ciências Naturais, Pescas e Geologia/Sismologia.
A maioria dos boletins foram compostos e impressos nas Oficinas do Correio da Horta, excepto os volumes relativos aos períodos 1970-1979 (compostos e impressos nas Oficinas Tipográficas de Ramos, Afonso e Moita, Lisboa), 1993-1995 (composto e impresso na Empresa Coingra, Ribeira Grande) e 1996-1997 (composto e impresso nas Oficinas Gráficas Barbosa e Xavier, Braga).
Até 1963 a publicação do Boletim manteve-se regular, entrando, a partir daí, em fases de maior ou menor atraso, acabando mesmo por perder a sua periodicidade anual em 1965, substituída por biénios (1966-67, 1968-69, 1989-90, 1991-92, 1996-97), triénio (1993-95), quadriénio (1985-88) e quinquénios (1970-74, 1975-79, 1980-84). Jorge Costa Pereira (2000)
