bocas-de-lobo
Nome vulgar de Antirrhinum majus (Scrophulariaceae). Planta originária do Sudoeste da Europa, área mediterrânea, Norte de África e E.U.A., encontra-se naturalizada na zona temperada. É uma planta perene, mas de curta duração e normalmente cultivada como anua1.
Apresenta folhas espessas, verde escuras, alternas, lanceoladas, acuneadas na base; flores zigomórficas de corola personada, perfumadas, reunidas em cachos terminais; fruto uma cápsula, dividida em dois lóculos, cada um deles deiscente por um poro.
Cultivam-se nos jardins de há longa data e, têm sido criadas numerosas séries de híbridos com cores muito variáveis, por vezes bicolores e cujo porte pode ir desde as plantas anãs, próprias para bordaduras ou floreiras, até às plantas gigantes, que podem atingir um metro de altura e são ideais para produção de flor cortada, passando pelas de porte intermédio.
As numerosas cultivares exigem solo fértil e bem drenado e exposição ensolarada.
Propagam-se por semente que germina a 16-18°C. Nos Açores, a melhor época para sementeira é o início do Outono.
De cultura muito fácil, os principais problemas são a sensibilidade à ferrugem, os ataques de afídeos, as lesmas e os caracóis. Raquel Costa e Silva (Dez.1999)
Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal (Continente & Açores). Lisboa, II: 226. The Royal Horticultural Society A-Z Encyclopedia of Garden Plants (1996), Londres, Dorling Kindersley, Ltd., I: 124.
