boas-noites
Nome vulgar de Mirabilis jalapa (Nyctaginaceae), também conhecida por «maravilha-do-Perú» e «planta-das-quatro-em-ponto», porque as suas flores abrem às quatro da tarde e mantêm-se abertas toda a noite. Mirabilis é uma palavra latina que significa maravilha, justificada pelas flores de cor viva, perfume e longa duração. Originária da América Tropical, tem sido largamente cultivada em jardins de zonas tropicais e subtropicais. Por vezes tem fugido da cultura e tem-se naturalizado, como por exemplo nos Açores. É subespontânea em muitas zonas da Europa.
Planta erecta que atinge 60-100 cm, muito ramificada. Caules glabros ou pouco pubescentes. Folhas com 5-10 cm, ovadas, inteiras, cordadas na base, apex acuminado, pecíolo de 2,5-5 cm. Flores aromáticas, campanuladas, com 3-5 cm, vermelhas, amarelas, rosa, magenta ou brancas, riscadas ou tesseladas, por vezes apresentando flores de várias cores no mesmo pé, agrupadas em inflorescências axilares, corimbos ou panículas. As flores abrem e fecham individualmente. Mantém-se em flor todo o Verão. A raiz é tuberculosa e profundante. O fruto é um aquénio.
Pode propagar-se pela semente, que se lança à terra na Primavera, e germina facilmente, mas só floresce no ano seguinte. Pela divisão de raízes que se pratica no início da Primavera, a propagação é mais rápida e dá flor no mesmo ano. Pode permanecer no solo durante muito tempo. Prefere solos moderadamente férteis, bem drenados e uma localização ensolarada. Os ataques de afídeos, lesmas e caracóis podem prejudicar grandemente as plantas jovens ou mesmo as já bem instaladas quando estão no início da rebentação.
É cultivada nos jardins como ornamental, por vezes torna-se invasora, devido às raízes vigorosas e profundantes, difíceis de eliminar do terreno, e às sementes numerosas e que germinam bem. Raquel Costa e Silva (Dez.1999)
Bibl. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açoreanos Afonso Chaves: 108. The Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, III: 245.
