blenídeos
Nome dado a pequenos peixes, a maioria com menos de 10 cm de comprimento total, pertencentes à família Blenniidae. Segundo Zander (1986) os indivíduos desta espécie têm a pele viscosa sem escamas; uma barbatana dorsal, contínua, longa, com raios espinhosos e moles; uma barbatana anal, longa, com 1 a 2 espinhos e 15 a 26 raios; pélvicas jugulares com 3 a 5 raios, bifurcada.
De distribuição global, habitam a zona litoral, sobre fundos duros incluindo recifes de coral, alguns em água salobra ou mesmo semi-terrestres; apenas raramente pelágicos. Ovíparos, os machos guardam os ovos. Comportamentos, na postura e social, são altamente desenvolvidos.
Para os Açores, conhecidas pelo nome vulgar de *caboz, estão registadas as espécies seguintes:
(a) Blennius ocellaris, também conhecida por *caboz-ocelado, segundo Santos et al. (1997), por Regan (1903).
(b) Coryphoblennius galerita, também conhecida por *caboz-de-crista, segundo Santos et al. (1997), por Hilgendorf (1888a, b) como Salarias symplocos.
(c) Lipophris pholis, também conhecida por *caboz-gigante, segundo Santos et al. (1997), por Arruda (1979).
(d) Lipophris trigloides, por Arruda (1979).
(e) Ophioblennius atlanticus atlanticus, também conhecida por *rói-anzóis, segundo Santos et al. (1997), por Collins (1954) como Rupicastres sp..
(f) Parablennius incognitus, também conhecida por *caboz-das-cracas, segundo Santos et al. (1997), foi registada por Nobre (1924) como Blennius inaequalis. Oliveira et al. (1992) sugerem que a espécie de Nobre é uma determinação incorrecta de P. incognitus. Estes autores também verificaram que esta última espécie é a determinação correcta de B. verryckeni por Wood e Williams (1974).
(g) Parablennius ruber, também conhecida por *caboz-português, (Santos et al., 1997) e caboz-lusitano (ICN, 1993), foi registada por Regan (1903) como Blennius gattorugine. Publicações mais antigas registam B. gattorugine para o arquipélago, mas de acordo com Almeida (1982) essas ocorrências devem ser reinterpretadas como P. ruber. Para Oliveira et al. (1992) a espécie Blennius sp. nov. 1, por Wood e Williams (1974) e Arruda (1979) é P. ruber.
(h) Parablennius sanguinolentus parvicornis, também conhecida por *caboz-das-poças, foi registada por Drouët (1861) como Blennius palmicornis. O estatuto taxonómico desta espécie tem sido incerto. Zander (1979) reconhece ser a população dos Açores uma ligação entre parvicornis do oeste africano e sanguinolentus. Almeida e Harmelin-Vivien (1983) e Santos (1989) consideram P. parvicornis como um sinónimo de P. sanguinolentus e Zander (1986) também admite esta possibilidade. Bath (1990), contudo, identifica a espécie como P. parvicornis. Santos (1992) revê as evidências apresentadas pelos vários autores e conclui que elas não são suficientes para considerar duas espécies separadas, apontando para uma subespécie (ver também Arruda, 1979). Luís M. Arruda (Jul.1999)
Bibl. Almeida, A. J. (1982), Sur la presence de Blennius ruber Valenciennes, 1836 aux Açores (Pisces: Blenniidae). Cybium, (3), 6, 2: 35-40. Almeida, A. J. e Harmelin-Vivien, M. (1983), Quelques notes sur les Blenniidés observés et capturés aux Açores en 1979 (Pisces: Blenniidae). Ibid., (3), 7, 1: 39-45. Arruda, L. M. (1979), On the study of a sample of fish captured on the tidal range at
