biotite

Mineral do grupo das Micas, também designado por mica preta devido à sua coloração escura. O seu nome homenageia o físico francês J. Biot.

Quimicamente é um alumino-silicato de potássio, magnésio e ferro [K(Mg,Fe)3(AlSi3O10)(OH)2]. Na natureza encontra-se um contínuo de composições entre as da biotite e da flogopite (outra mica), por substituição de ferro por magnésio. Pode, também, ocorrer substituição parcial do potássio por sódio, cálcio, bário, rubídio e césio.

A biotite cristaliza no sistema monoclínico, ocorrendo normalmente como massas foliadas ou, frequentemente, como escamas disseminadas na rocha. Apresenta um plano de clivagem perfeita, dando origem a folhas flexíveis e elásticas, dureza 2,5 a 3 e densidade 2,8 a 3,2. A cor é geralmente verde escura, castanha ou preta, com folhas de clivagem translúcidas apresentando aspecto fumado

A biotite ocorre em rochas ígneas plutónicas com composições desde a dos granitos até à dos gabros, e em rochas vulcânicas ácidas e intermédias. Em rochas metamórficas forma-se em condições muito diversas de pressão e temperatura, quer em situações de metamorfismo regional quer em metamorfismo de contacto.

Nos Açores a biotite ocorre como mineral acessório em rochas lávicas de composição traquítica e mugearítica. José Madeira (2006)