bignoniáceas

Família de dicotiledóneas caracterizada por plantas na sua maioria lenhosas e frequentemente trepadeiras, com uma estrutura vascular característica, folhas geralmente opostas, simples ou compostas, flores hermafroditas, zigomórficas, vistosas, de corola afunilada a campanulada e geralmente bilabiada, estames tipicamente 4 dispostos em 2 pares, ovário súpero, quase sempre bilocular, e fruto uma cápsula bivalve ou menos vezes um fruto carnudo e indeiscente, com sementes geralmente aladas. Esta família compreende 112 géneros e 725 espécies de origem sobretudo sul-americana. Nos Açores, são cultivadas como ornamentais, devido à beleza das suas flores, algumas espécies de bignoniáceas trepadeiras, em especial a Tecomaria capensis, planta arbustiva de flores escarlates, originária da África do Sul, que pode encontrar-se em parques e jardins do arquipélago; menos frequentemente, cultivam-se as espécies Campsis radicans, de corolas com o tubo alaranjado e o limbo escarlate, oriunda do sul da América do Norte, Pandorea jasminoides, de corolas brancas com a fauce vermelha, nativa da Austrália, Podranea ricasoliana, de corolas rosa-pálido com nervuras vermelhas, espontânea na África do Sul, e Pyrostegia venusta, de corolas laranja-avermelhadas, originária do Brasil e Paraguai. Todas estas espécies são perenifólias, com excepção da Campsis radicans. M. L. Rocha Afonso (Abr.1998)