Bienal de Arte dos Açores e do Atlântico
Foi uma iniciativa da Direcção Regional dos Assuntos Culturais da Secretaria Secretaria Regional da Educação e Cultura do Governo Regional dos Açores. Segundo o regulamento da I Bienal, tinha por objectivo promover a arte nos Açores, criando oportunidade de contacto entre os artistas, a juventude, o público em geral e as tendências artísticas que ao tempo se desenvolviam dentro e fora do arquipélago. Ainda segundo aquele regulamento, considerando a realidade do arquipélago que enforma a geografia da Região Autónoma e a tradicional influência cultural das cidades de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, a exposição deveria decorrer alternadamente, nestas três cidades.
O primeiro evento teve lugar em Ponta Delgada, na Academia das Artes e Auditório adjacente, na 2ª quinzena de Outubro de 1985. De acordo com a acta da reunião do júri de 5 e 6 de Setembro daquele ano, este observou 607 obras de 268 autores, das quais seleccionou 132 de 69 respectivamente. Foram instituídos o Prémio I Bienal de Arte dos Açores, atribuído ao pintor Joaquim Bravo, e o Prémio Revelação D. R. A. C., para artes plásticas, atribuído a Evangelina de Sousa, e Prémio e Troféu ou Medalha para o trabalho mais original e criativo de tecelagem, para arte popular, atribuído a Maria Ilda Mendes. Foram ainda distinguidas as presenças de Ana Vieira, José Nuno Câmara Pereira e Rui Matos.
O Governo Regional dos Açores e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda editaram conjuntamente, um catálogo da exposição com uma introdução foto gráfica da autoria de Francisco Ernesto de Oliveira Martins.
O segundo decorreu em Angra do Heroísmo, de 27 de Novembro a 12 de Dezembro de 1987. O júri, segundo a acta da reunião realizada em 2 e 3 de Outubro daquele ano, apreciou 627 obras, enviadas por 301 autores, números superiores relativamente à I Bienal, tendo seleccionado 148 de 99 autores. Foram instituídos o Prémio II Bienal de Arte dos Açores e do Atlântico (Fundação Cultural dos Açores), atribuído a Pires Vieira, e o Prémio Revelação II Bienal de Arte dos Açores e do Atlântico (Caixa Económica Açoreana), conferido a Luís Cruz.
A Direcção Regional dos Assuntos Culturais editou um catálogo dos pintores António Viana e José António Flores com a colaboração de António Silva.
O terceiro decorreu na Horta, de 26 de Outubro a 14 de Novembro de 1991. De modo diferente dos anteriores, livres de temáticas, tinha por tema "A ILHA". António Dacosta foi patrono. Os prémios instituídos, Prémio Bienal de Arte dos Açores 1991 e Prémio António Dacosta, foram atribuídos a Cesariny e Clara Menéres, respectivamente.
Foi editado pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais, um catálogo do Pintor José António Flores com fotografia de Luís Filipe Cândido de Oliveira. Luís M. Arruda (Jul.2000)
