Bicudo

GENEALOGIA De S. Miguel – O mais antigo membro desta família de que existe conhecimento foi Gonçalo Pires Bicudo, originário de Belmonte que, em 1538, residia no Porto. Deste parece ter sido irmã Catarina Pires, a Bicuda, casada com Fernando Eanes, casal que instituiu, no ano de 1549, a capela de Nossa Senhora da Conceição, em Leça.

Atendendo a que António Bicudo Carneiro, que em 1637 administrava a dita capela, tratava, em documento que chegou até nós, os instituidores por tios, o seu pai, João Afonso Bicudo, casado com Brites de Couros Carneiro, seria igualmente irmão de Catarina Pires e de Gonçalo Pires Bicudo.

O António Bicudo Carneiro acima referido residiu em Vila do Conde, casou e teve uma filha, a que alguns chamaram Ana Martins, que através do seu matrimónio com Pero da Ponte, instituidor de um vínculo, deu origem aos Bicudos de S. Miguel.

Um filho deste casal, Manuel Raposo Bicudo, casou na ilha com D. Ana Leite de Vasconcelos, filha de Jácome Leite de Vasconcelos e de D. Catarina Botelho, que sucedeu nos vínculos de seus pais. O casal teve, pelo menos, três filhos: Pedro Raposo, Catarina e Úrsula, através dos quais se difundiu o apelido.

Todavia, como no testamento de Pedro do Rego Baldaia, fechado em 24.12.1661, se refere que a mulher deste, D. Apolónia, herdara em 7.4.1653 a terça de seu pai, Pedro Raposo, acrescentamos esta linha às que são referidas por Alão de Moraes. Os Bicudos ligaram-se a várias famílias da nobreza micaelense, passaram a outras ilhas e, inclusivamente, ao continente, onde se ligaram, entre outras famílias, aos viscondes de Giraúl. Manuel Lamas (Mar.2000)

HERÁLDICA De verde, com uma faixa ondada de prata e de azul, sustendo três bicudos de prata e acompanhada em ponta de um carneiro do mesmo, armado de ouro. Timbre: um pássaro do escudo. Luís Belard da Fonseca (2000)

Bibl. Moraes, C. A. (1943-48), Pedatura Lusitana. Porto, Liv. Fernando Machado.