bicuda

Nome vulgar da espécie de peixe marinho Sphyraena sphyraena (Sphyraenidae) de acordo com Collins (1954), Fowler (1936), Martins (1981) e Wood e Williams (1974). Segundo Santos et al. (1997) os registos de S. sphyraena para os Açores são determinações erradas de S. viridensis.

Segundo Albuquerque (1954-56) e Ben-Tuvia (1986) os indivíduos de ambas as espécies têm corpo oblongo, mandíbulas alongadas com a inferior tornando proeminentes dentes fortes em forma de caninos; sem branquispinhas; escamas cobrindo o preopérculo em S. sphyraena mas ausentes na margem posterior de S. viridensis que é redonda em ambas; barbatanas pélvicas inseridas por baixo da primeira barbatana dorsal; extremidades das barbatanas peitorais não atingindo as barbatanas pélvicas. Linha lateral com 141 a 152 escamas em S. sphyraena e 137 a 140 em S. viridensis; 13 a 14 escamas acima da linha lateral, 30 a 32 antes da origem da primeira barbatana dorsal, em S. sphyraena e 19 a 21, 36 a 37, respectivamente, em S. viridensis; corpo escuro dorsalmente, prateado inferiormente.

Ambas as espécies habitam a coluna de água, geralmente da zona pelágica até 100 m de profundidade, mas os indivíduos mais pequenos muitas vezes junto ao fundo.

S. sphyraena ocorre no Mediterrâneo e no Atlântico, do Golfo da Biscaia a Angola, no Brasil e na Bermuda (Collett, 1896; Ben-Tuvia, 1986); S. viridensis ocorre também no Mediterrâneo e no Atlântico mas aqui de distribuição mal conhecida devido à confusão com S. sphyraena (Dooley et al., 1985; Ben-Tuvia, 1986). S. sphyraena e S. viridensis foram registadas para os Açores, respectivamente, por Drouët (1861), como S. vulgaris, e Patzner et al. (1992).

A sua carne é apreciada. Entra nas capturas comerciais. Luís M. Arruda (Jul.1999)

Bibl. Albuquerque, R. M. (1954-56), Peixes de Portugal e ilhas adjacentes. Chaves para a sua determinação. Portugaliae Acta Biologica, (B), 5. Ben-Tuvia, A. (1986), Sphyraenidae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 1194-1196. Collett, R. (1896), Poissons provenant des campagnes du yacht l’Hirondelle (1885-1888). Résultats des campagnes scientifiques accomplies sur son yacht par Albert I, Prince souverain de Monaco, 10. Collins, B. L. (1954), Lista dos peixes dos mares dos Açores. Açoreana, 5, 2: 103-142. Dooley, J. K., Tassel, J. V.  e Brito, A. (1985), An annoted checklist of the shorefishes of the Canary islands. Americam Museum Novitates, 2824: 1-49.   Drouët, H. (1861), Éléments de la faune açoréenne. Mémoires de la Société Académique de l’Aube, 25: 245. Fowler, H. W. (1936), The marine fishes of West Africa. Bulletin of the American Museum of Natural History, 70, 1: 1-606. Martins, H. R. (1981), Nomenclatura de peixes de valor comercial dos Açores. Açoreana, 6, 2: 127-129. Patzner, R. A., Santos, R. S., Ré, P. e Nash, R. D. M. (1992), Littoral fishes of the Azores: an annoted checklist of fishes observed during de “Expedition Azores 1989”. Arquipélago, (Life and Earth Sciences), 10: 101-111. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago, Life and Marine Supplement 1. Wood, E. e Williams, B. (1974), Collection of inshore fishes and ecological notes In Azores Expedition 1973, Report of the Exul Sub Aqua Club Scientific Diving Expedition to São Miguel, Azores: 55-69.