basalto trabalhado
A inexistência, na região dos Açores, das variedades de rocha tradicionalmente utilizadas no continente como rocha ornamental (calcários, mármores, granitos) obrigou à utilização dos materiais locais, de natureza vulcânica.
No arquipélago, nos casos em que não se importou pedra do continente, utilizam-se normalmente rochas de composição basáltica e depósitos de escoadas piroclásticas soldados. A maioria da cantaria das casas tradicionais é talhada em blocos de basalto maciço. Contudo, para trabalhos mais delicados, em que se torna necessário esculpir (por exemplo brasões de casas senhoriais, ornamentações de igrejas e de capelas, etc.) é obrigatório usar rochas com textura mais macia. Frequentemente recorreu-se a basaltos finamente vesiculados e rochas ignimbríticas soldadas (em particular na ilha de S. Miguel). Não sendo tão adequadas para trabalhos delicados como outras litologias, aqueles materiais permitem, ainda assim, a obtenção de peças de grande beleza que podem ser apreciados nos edifícios de maior nobreza em todas as ilhas.
A título de exemplo podem citar-se as decorações da Ermida de S. Mateus, no Cabrito, e a curiosa lápide da capela do Cachorro (ambas na ilha do Pico). José Madeira (2002)
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