Barradas, Mário de Melo dos Santos

Mário de Melo dos Santos [N. Ponta Delgada, 7.8.1931] A paixão pelo teatro tem marcado a vida de Mário Barradas. No liceu e na Academia Musical de Ponta Delgada participou, como actor amador, em diversos espectáculos, tendo fundado com outros estudantes o Círculo Literário Antero de Quental. Enquanto estudante na Faculdade de Direito de Lisboa, onde se licenciou em 1954, encenou peças teatrais e participou em inúmeros recitais de poesia. Continuou a desenvolver a mesma actividade em Timor, onde cumpriu o serviço militar, e em Lourenço Marques, onde se radicou entre 1962 e 1969. Aqui fundou o Teatro de Amadores de Lourenço Marques. Em 1969, como bolseiro da Fundação Gulbenkian, estudou e trabalhou como docente no Teatro Nacional de Strasbourg. Em 1972, dirigiu o Conservatório de Lisboa e foi fundador do grupo de teatro independente «Os Bonecreiros», do Centro Cultural de Évora, actual Centro Dramático de Évora e do Teatro da Malaposta. Foi, ainda, assessor cultural do Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis, director dos serviços culturais gerais da Secretaria de Estado da Cultura, presidente indigitado do Instituto Português das Artes e do Espectáculo e membro do Conselho Científico da Escola Superior de Teatro e Cinema. Actualmente trabalha no Centro Dramático de Évora, dirigindo também a revista Adágio, do mesmo centro.

O valioso trabalho que tem realizado em prol da descentralização teatral, na montagem e interpretação de muitas dezenas de peças, foi reconhecido oficialmente, depois do 25 de Abril. Possui a comenda de Mérito Cultural (1988), conferida pelo Presidente da República, a medalha de Mérito Cultural da cidade de Évora e a medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

No campo político, aderiu ao Movimento de Unidade Democrática Juvenil, em 1951, e afirmou-se como militante da oposição e de esquerda. Carlos Enes (Jul.2000)

 

 

Adenda

(...) – m. Lisboa, 19/11/2009]. R. Costa (Nov. 2021)