Baracho, Sebastião Dantas

[N. Torres Novas, 10.8.1840- m. Lisboa, 27.12.1921] Assentou praça como voluntário no Regimento Cavalaria 4 em 1861, sendo alferes graduado, no ano seguinte. Curso de arma de cavalaria, tendo frequentado o Real Colégio Militar. Foi alferes em 1864, tenente em 1867, capitão em 1874, major em 1884, tenente-coronel em 1889, coronel em 1892, general de brigada em 1900, passou à reserva em 1914 e foi reformado em 1919.

Serviu no Estado-Maior de sua arma, foi comissário régio na província de Angola (1891-92) e em 1892 foi ajudante de campo do rei D. Carlos, pedindo a exoneração em 1909, devido à sua ligação aos republicanos. Presidente do Supremo Tribunal Militar em 1911. Em 1900 (a 20 de Outubro) foi governador do castelo de S. João Baptista de Angra.

Participou activamente na política, sendo eleito deputado para várias legislaturas, filiado no Partido Regenerador, a partir de 1881, e na legislatura de 1894 foi-o pelo círculo de Angra do Heroísmo. Foi feito Par do Reino. Em 1903, por discordância da política seguida pelo seu partido, separou-se, acabando por aderir aos republicanos em 1909. Serviu o novo regime implantado em 1910.

Recebeu as Grã-Cruzes da Ordem de S. Bento de Avis e da Ordem holandesa de Orange Nassau. J. G. Reis Leite (Jul.2000)

Bibl. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), Cx. 1474. Leite, J. G. R. (1995), Política e Administração nos Açores, 1890-1910. O primeiro movimento autonomista. Ponta Delgada, Ed. Jornal de Cultura: 109.