bancos
Nos Açores actuavam directamente, em 1997, catorze instituições bancárias, para além do Banco de Portugal que mantinha uma delegação em Ponta Delgada. Destas instituições, quatro tinham sede na Região e as restantes estavam disseminadas pelo território português. Outros bancos nacionais desenvolviam acções pontuais sem escritório ou balcão permanente neste território.
Das instituições com sede nos Açores, o Banco Comercial dos Açores (BCA) foi objecto de privatização da maioria do seu capital no decorrer do ano de 1996. A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo dos Açores (CCAMA) resultou da fusão, na primeira metade da década de noventa, de várias caixas dispersas por diversas ilhas. Também na primeira metade da década de noventa assistiu-se à integração no Montepio Geral (MG) da Caixa Económica Açoriana que, por seu turno, tinha resultado da fusão, na década de oitenta, de várias caixas dispersas por diversas ilhas.
A Caixa Económica da Misericórdia de Ponta Delgada (CEMPD) e a Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo (CEMAH) evidenciaram grande estabilidade nas décadas de oitenta e noventa, quando comparadas com as restantes instituições com sede nos Açores.
O quadro 1 sintetiza a distribuição actual do número de balcões por instituição bancária e por ilha, identificando as que têm sede nos Açores.
As instituições com sede na região representam 68,1% dos balcões, com o BCA a distinguir-se com 32,6% do total.
Das instituições sem sede nos Açores destaca-se a presença do MG, ocorrida após a fusão da Caixa Económica Açoriana, e da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Visto por ilha, S. Miguel concentra a maioria dos balcões (45,7%), seguindo-se a Terceira (20,2%) e o Pico (10,1%).
Em média, existia, nos Açores, em 1997, um balcão por cada 1843 habitantes. Em S. Miguel esta taxa de cobertura era de 1974 pessoas enquanto que na Terceira, a ilha com menor cobertura, esta valor se situava nos 2143 habitantes.
Nesta região, a captação de poupanças das instituições bancárias excede largamente a concessão de crédito que fazem. Entre 1994 e 1997, em percentagem da poupança, o crédito concedido situou-se, em média, na casa dos 63,5%. As poupanças recolhidas variaram, neste período, entre 243 milhões de contos em 1995 e 269 milhões em 1997. O crédito concedido cariou de 156 milhões de contos em 1994 e 167 milhões em 1997. Em 1997, as instituições com sede nos Açores foram responsáveis por 54% do crédito concedido.
Entre 1993 e 1995, a percentagem de depósitos nas instituições com sede nos Açores oscilou entre os 61,2% e os 64,9%. Por outro lado, o crédito concedido oscilou entre os 54,7% e os 59,5%.
A estrutura média dos depósitos, para os anos de 1994 e 1995, colocava 82% na posse de residentes, 9,6% na posse de emigrantes e 8,1% na posse do sector público administrativo.
O crédito concedido em 1995 distribuía-se pelas empresas, com 53%, e pelos particulares, com 47%. A habitação representava 30% de todo o crédito concedido enquanto que o crédito a particulares para outros fins atingia 17% do total.
Do crédito concedido, 20% era subscrito por empresas da área do comércio, restaurantes e hotéis, 10% por empresas ligadas à agricultura e pescas, 9% da indústria transformadora e 6% da electricidade, água e gás. Mário Fortuna (Fev.1999)
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SMg |
Sma |
Trc |
Fai |
Pic |
Gr |
SJ |
Fl |
Cv |
Total |
% |
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Com sede nos Açores |
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67 |
51,9 | |||
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BCA |
19 |
2 |
7 |
4 |
4 |
1 |
2 |
2 |
1 |
42 |
32,6 |
|
CCAMA |
7 |
|
2 |
1 |
|
1 |
2 |
|
|
13 |
10,1 |
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CEMPD |
6 |
|
|
|
|
|
|
|
|
6 |
4,7 |
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CEMAH |
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2 |
1 |
|
1 |
2 |
|
|
6 |
4,7 |
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Com sede fora dos Açores |
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|
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62 |
48,1 | |||
|
MG |
7 |
|
3 |
1 |
4 |
|
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|
15 |
11,6 |
|
BTA |
3 |
|
2 |
1 |
1 |
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