banco

Peça fundamental para repouso do corpo, apresenta formas variadas no mobiliário tradicional açoriano. Do banquinho de três pés ao tamborete ou mocho, aproveitamento afeiçoado de troncos com forma de tripeça, o banco evoluiu, apresentando-se mais tarde feito de tábuas toscamente afeiçoadas, assentes em três ou quatro pés. Embora se encontrassem dispersos pelas várias divisões da casa, era, no entanto, na cozinha que se encontrava a sua major concentração, pois era aí que se reunia a família e se faziam as refeições. Existiam igualmente bancos compridos como complemento das mesas da cozinha ou encostados às paredes. Em S. Miguel, por exemplo, esses bancos corridos, além de assentos, serviam para a matança do porco ou como apoio para os sacos de cereais e legumes secos guardados dentro de casa.

No início do povoamento eram feitos de madeira de cedro, a mais utilizada na execução do mobiliário em geral. Elizabeth Cabral (Mai.1999)

Bibl. Costa, C. (1991), Etnologia dos Açores. Lagoa, Câmara Municipal, II. Martins, F. E. O. (1981), Mobiliário Açoriano. Elementos para o seu Estudo. Angra do Heroísmo, Direcção Regional dos Assuntos Culturais.