baleia-fina

Nome vulgar da espécie Balaenoptera physalus, tem um comprimento máximo de 26 metros. A dorsal é reduzida e situada sobre o terço posterior do corpo. Entre a dorsal e a caudal, o pedúnculo é comprimido lateralmente. As peitorais são pequenas de forma lancrolada. Os sulcos longitudinais cobrem a face ventral, em número de 70 a 100. A região dorsal apresenta-se de cor cinzento-escuro em que o limite inferior se estende obliquamente sobre os lados, nas peitorais e ânus. A face ventral é branco puro. Uma estreita banda branca estende-se entre o ânus e a caudal.

Espécie oceânica e cosmopolita, é muito vulgar nas águas mornas. A população actual é de cerca de 120 000 indivíduos. Os stocks actuais encontram-se muito reduzidos, em consequência das capturas comerciais realizadas pelas frotas baleeiras internacionais, durante muitos anos.

Em sentido lato, o termo baleia-fina traduz a apropriação feliz e sugestiva do nome inglês finback-whale, vulgarmente abreviado em fin-whale e finner pelos baleeiros, e aplicado aos balaenopterídeos para os distinguir das genuínas baleias (balaenídeos), então conhecidas por baleias-francas (right-whales, em inglês). O nome deriva da presença de uma pequena barbatana dorsal, conhecida por galha (fin, em inglês), característica típica dos rorquais. O termo inglês fin-back (“finbeque”) foi integrado pelos baleeiros açorianos na sua terminologia profissional para designar a baleia-fina.

Esta espécie tem o estatuto de Vulnerável no UICN Red Data Book e no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Francisco Reiner Garcia (Abr.1998)