baleia-boreal
Nome vulgar da espécie Balaenoptera borealis, também conhecida por rorqual-sardinheiro, rorqual dos arenques, baleia-sei e rorqual-boreal. O nome baleia-rei é uma apropriação do nome inglês sei-whale, atribuído à baleia-sardinheira. O nome deriva de Seje (pronúncia sei), palavra norueguesa que designa o bacalhau-negro ou seite (Pollachius virens), arribado às costas da Noruega na época da passagem destas baleias. Nos Açores é conhecida por finbeque.
Pode apresentar um comprimento máximo de 18 metros. O perfil da cabeça apresenta a forma do maxilar superior mais arqueado que os outros balaenopterídeos. A dorsal é relativamente bem desenvolvida, com forte concavidade posterior, situada no terço posterior do corpo. As peitorais são muito pequenas (1/11 do comprimento do corpo). A coloração é negra-azulada. A face inferior apresenta 30 a 60 sulcos longitudinais, estendendo-se até à meia distância entre a extremidade das peitorais e o umbigo, de cor branqueada. A parte posterior da face ventral é cinzenta, bem como a face inferior das peitorais.
De distribuição oceânica e cosmopolita, supõe-se que as populações dos hemisférios norte e sul pouco ou nada se misturam. Os stocks actuais encontram-se muito reduzidos, em consequência das capturas realizadas durante muitos anos pelas frotas baleeiras de várias nações. A população mundial está estimada entre 40.000 a 60.000 indivíduos.
Os Açores são uma zona onde esta baleia apenas está de passagem. Frequentemente solitárias e por vezes aos pares, é possível, com mar calmo, segui-las graças à esteira provocada pelos batimentos da caudal.
Esta espécie tem o estatuto de Vulnerável no UICN Red Data Book e de Indeterminado no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Francisco Reiner Garcia (Abr.1998)
