baleia-azul

Nome vulgar dado à espécie Balaenoptera musculus, um dos maiores animais jamais vivo na terra. Apresenta um comprimento máximo de 33 metros, com a cabeça longa prolongada por um rostro plano e arredondado na extremidade. A dorsal é relativamente pequena e triangular situada entre o 1/3 e 1/4 posterior do corpo. Apresenta as peitorais relativamente grandes (cerca de 1/7 do comprimento do corpo). A face ventral apresenta entre 70 e 100 sulcos longitudinais que se estendem até ao meio do corpo. A coloração é cinzento-azulado quase uniforme, à excepção do bordo e da face ventral das peitorais, que são brancas.

O gigantesco cetáceo, no seu regresso às águas temperadas, apresenta uma tonalidade amarelada espalhada pelo ventre, lembrando pulverizações de enxofre (sulphur, em inglês), razão que levou os baleeiros americanos a alcunhar as baleias-azuis com o nome sugestivo de sulphur-botton (“fundo cor de enxofre”). Os baleeiros açorianos assimilaram a expressão e, deturpando a pronúncia do termo sulphur-botton, introduziram o nome de “safenebor” no seu vocabulário para designar as grandes baleias-azuis. Trata-se de baleias extremamente raras nas águas do arquipélago. Não tendo sido assinaladas por várias décadas, a sua presença foi confirmada por observações efectuadas, em 1997, pela equipa do Espaço Talassa.

Esta espécie é oceânica e cosmopolita. A extrema rarefacção das suas populações a nível mundial causa alguma incerteza quanto ao futuro da espécie, apesar das medidas de protecção já adoptadas pela comunidade internacional. Por esta razão, tem o estatuto de Em Perigo no UICN Red Data Book e no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Francisco Reiner Garcia (Abr.1998)