Baldaia
GENEALOGIA Da ilha Terceira - Ramo provável da família portuense desse apelido que se terá fixado na ilha Terceira logo no começo do povoamento, através de Afonso Gonçalves Baldaia, já viúvo de Antónia Gonçalves (dAntona ), e dos filhos deste primeiro matrimónio.
Têm sido aventadas várias explicações para a adopção do apelido *Antona por parte das três filhas deste casal. Mas talvez exista urna simples e lógica que foi esquecida. Os autores que se ocuparam deste assunto referem a origem castelhana de Antónia Gonçalves. Não se encontram, aparentemente, razões válidas para afastar a hipótese de a mulher de Afonso G. Baldaia ter pertencido à nobre família castelhana dos Antonas (Atienza, 1959: 148). Que as filhas tenham seguido o apelido materno parece consuetudinário, atenta a época.
Dá-se geralmente por adquirido que o povoador da Terceira e Afonso Gonçalves Baldaia, O Navegador, sejam uma e a mesma pessoa. Neste entendimento será possível determinar a data aproximada em que chegou aos Açores. Mais concretamente entre 1442, ano em que assistiu a uma sessão da Câmara do Porto como almoxarife das sisas e direitos reais dessa cidade, e 1451, data em que esse cargo era já exercido por Gabriel Gonçalves. Afonso Gonçalves Baldaia foi escudeiro da Casa do Infante D. Henrique e seu copeiro. Acompanhou Gil Eanes em 1434, na viagem à Angra dos Ruivos e, em 1439, comandava um barinel na costa da Guiné.
Casou segunda vez na Terceira com Inês Rodrigues Fagundes, filha de Rodrigo Afonso Fagundes, e veio a falecer, na Praia, em 1481.
Do primeiro casamento teve um filho e as três filhas acima referidas, todos casados e com geração que veio a cruzar-se, entre outros, com Ávilas, Cantos, Mendonças, Ramires e Valadões. Do segundo teve nove filhos e filhas que parecem ter seguido todos o apelido Fagundes, aliando-se às famílias Barcelos, Machado, Neto, Vieira e Sodré, de tal sorte que, muito embora o apelido Baldaia se não disseminasse por esta via, são muito numerosas as famílias açorianas que descendem deste povoador .
De S. Miguel - Outro ramo desta família passou a esta ilha no começo do século XVI, através da descendência de Maria Baldaia, filha de Afonso Dinis, senhor da quinta de Beire, e de Catarina Baldaia. Esta Maria Baldaia casou no Porto com Gonçalo Vaz do Rego, cidadão da mesma cidade que se veio a fixar na ilha. O casal teve quatro filhos, três dos quais com geração. Todavia, o mais novo, Gonçalo do Rego Baldaia, juiz dos órfãos em Ponta Delgada no ano de 1515, e casado com Brites Camelo Pereira, teve filhos que se radicaram na ilha Terceira (Praia). Manuel Lamas (Mar.2000)
HERÁLDICA De prata, com uma flor-de-lis de azul, acompanhada de quatro rosas naturais de vermelho, com pés e folhas de verde, acantonadas. Timbre: uma rosa do escudo, carregada de uma flor-de-lis no centro. Luís Belard da Fonseca (2000)
Bibl. Atienza, J. (1959), Nobiliário Español, Dicionario de Apelidos Españoles y Titulos Nobilitarios. Madrid.
