baga-moira
Nome regional da espécie botânica Phytolacca americana, da família das Fitolacáceas.
Hemicriptófito, um tanto lenhoso na base, com caule de 1-3 m, grosso, suculento, ramificado, frequentemente vermelho; folhas de limbo com 12-25 x 5-10 cm, ovado-lanceoladas, curtamente pecioladas; cachos frutíferos com 8-15 cm, mais ou menos erectos; flores hermafroditas, de tépalas branco-esverdeadas, tornando-se vermelhas na frutificação. Os frutos são bagas com 6-10 mm, negro-purpurescentes (Franco, 1971).
Esta planta vivaz é subespontânea como ruderal em todo o Arquipélago (excepto Santa Maria) na zona litoral. É também conhecida pelos nomes comuns de uva-de-cão e tintureira. Em solos frescos, férteis e húmidos torna-se invasora; também cultivada como ornamental. Antigamente era aproveitada pela bagas na preparação de tintas.
Os animais rejeitam-na como alimento. As raízes secas são consideradas com propriedades medicinais, purgativas e diuréticas. Ilídio Botelho Gonçalves (Fev.1998)
Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. I: Lycopodiaceae-Umbelliferae. Lisboa, Sociedade Astória. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo de Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves.
