Azedo, Martinho José Dias

[N. Lisboa, 11.11.1782- m. ibid., 2.7.1840] Era filho do célebre tenente-general homónimo. Assentou praça como cadete em 1796, no Regimento de Artilharia da Corte, servindo como segundo-tenente (1800) no Real Corpo de Engenheiros, mesmo sem completar o curso. Primeiro-tenente em 1801, capitão em 1808, major em 1818, tenente-coronel em 1820, coronel em 1827, brigadeiro graduado em 1828 e definitivo em 1833, em 1836 foi nomeado quartel-mestre-general. Esteve no Cerco de Campo Maior em 1801, onde se distinguiu, ganhando a Ordem de Avis, tendo servido em Almeida e Valença, em 1809 e 1810, onde dirigiu obras de reparação e fortificação, sendo elemento de vulto aquando da segunda Invasão Francesa. Depois da Revolução de 1820, quando o pai serviu como ministro da Guerra, foi chefe da primeira direcção do Ministério. Apresentou-se a D. Pedro IV durante o Cerco do Porto, em 1832, sendo nomeado director do arsenal do Exército Libertador. Por carta régia de 26.7.1833, foi nomeado governador da Divisão Militar dos Açores, com autoridade na parte puramente militar e devendo ocupar-se da organização dos batalhões nacionais. Serviu este cargo até 26.1.1835. Tomou parte na Revolta dos Marechais, e por isso foi demitido do exército, sendo reintegrado. À data da sua morte, era vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar, cargo para que fora nomeado a 2.6.1840. J. G. Reis Leite (Jun.1997)

Bibl. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), Cx. 868. O Minhoto (1939), Valença, 20 de Agosto.