Ávila, João Correia de
[N. ?, ilha Graciosa- m. Angra do Heroísmo, 17.5.1676] Filho de Francisco Pires Covilhã, juiz ordinário na antiga vila da Praia da Graciosa, onde prestou relevantes serviços no tempo da Aclamação, contribuindo com o seu próprio dinheiro para sustento de todos quantos da Graciosa, recrutados por seu filho Francisco Pires de Ávila, foram para Angra reforçar o cerco ao castelo de S. Filipe.
A remuneração destes serviços veio a recair em João Correia de Ávila, ao qual se fez, em 6.1.1644, a mercê de um ofício da Fazenda ou da Justiça. Como na ocasião não existissem quaisquer vagas, atribuiu-se-lhe então uma tença de 80$000, sendo-lhe logo paga metade pela alfândega de Angra.
João Correia de Ávila tomou ordens sacras e foi capelão-mor do Hospital Militar da Boa-Nova, em Angra, com um ordenado de 10 cruzados mensais, estipulados por alvará de 16.3.1663. Depois, foi feito cónego da Sé de Angra.
Para além da sua participação na guerra da Restauração, distinguiu-se como um estudioso da genealogia, debruçando-se com pormenor sobre famílias da Graciosa, mas também da Terceira. Porém, o seu mais aturado estudo incidiu sobre os «Bettencourts e Ávilas de Castela», aos quais pertencia por via de sua mãe Leonor de Vaz de Ávila. Nesse estudo transcreve diversos documentos, entre os quais um certificado de parentesco passado pelo conde del Risco e outro, datado de 30.1.1653, passado por D. António Luís de Meneses, conde de Cantanhede e Grande de Portugal. Hoje, conhecem-se diversas cópias das suas importantes investigações. António Maria Mendes (1999)
