Ávila, António Correia da Fonseca e
[N. Santa Cruz, ilha Graciosa, meados do séc. xvi- m. ?] Era filho de João Gonçalves Correia, um dos mais antigos genealogistas açorianos, e de sua mulher Inês de Ávila Bettencourt, descendente de Antão Gonçalves de Ávila, um dos primitivos povoadores da Terceira, tronco deste apelido. António Correia da Fonseca e Ávila casou na vila da Praia (Terceira) a 30.4.1590 com Branca Vieira Machado, irmã do célebre mártir jesuíta João Baptista Machado.
Era bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra e, tendo justificado a sua nobreza (15.11.1615), foi-lhe atribuída uma carta de brasão, em 28.7.1632, com um escudo esquartelado de Bettencourts, Nogueiras, Pachecos e Fonsecas, tendo por diferença um trifólio de verde.
Todavia, o que mais o notabilizou foi a circunstância de ter sido um importante continuador das linhagens estudadas pelo pai, acrescentando-as e actualizando-as, num labor digno de grande crédito e apreço, sobretudo para o conhecimento das famílias do grupo central dos Açores. Por sua morte, estas genealogias foram ainda continuadas por seu filho Cristóvão da Conceição, frade franciscano no convento de Angra e provincial da sua Ordem. Só mais tarde é que os estudos genealógicos das linhagens terceirenses e de outras ilhas (com excepção do importante estudo do século xvi, realizado por Gaspar Frutuoso para as de Santa Maria e S. Miguel) seriam retomados pelo Pe. Manuel Luís Maldonado na 2.ª parte da sua famosa Fenix Angrence. Diversas cópias (algumas parciais) dos trabalhos de António Correia da Fonseca, de seu pai e de seu filho, chegaram até aos nossos dias. António Maria Mendes (1999)
